Delegado que atuou na Omertà deixa chefia do Garras após 1 década

Fabio Peró foi removido da unidade de elite e vai atuar agora na Academia de Polícia Civil

Depois de quase uma década, o delegado de Polícia Civil Fabio Peró está deixando o comando do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros). Ele vai assumir assumir a coordenadoria de Assuntos Educacionais da Academia de Polícia Civil/MS.

Delegado Fábio Peró Corrêa Paes
Delegado de polícia Fábio Peró Corrêa Paes, durante entrevista ao portal. (Foto: Arquivo/Primeira Página)

Em seu lugar, na chefia do Garras, assume Guilherme Scucuglia Cezar, que já atuava na unidade.

A alteração, que já era dada como certa nos bastidores, foi oficializada no Diário Oficial desta terça-feira (7 de maio).

Com mais essa alteração, todos os delegados do Garras que atuaram na força-tarefa da operação Omertà, de combate a milicias armadas ligadas à exploração do jogo do bicho deixam a unidade de elite da Polícia Civil.

Anteriormente, João Paulo Sartori havia sido removido e alocado no DIP (Departamento de Inteligência Policial).

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A saída de Peró ocorre alguns meses depois da ação do Garras que fechou espécie de QG do jogo do bicho em Campo Grande, em outubro do ano passado. O episódio foi o estopim da operação Successione, que implicou o deputado estadual Neno Razuk (PL) como chefe de organização criminosa à qual foram atribuídos crimes violentos na tentativa de tomar o controle da atividade ilegal de apostas na cidade.

Com a saída dos delegados Peró e Sartori do Garras, foi transferidos para a unidade Roberto Oliveira Guimarães, antes lotado na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

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