Dentista preso por pornografia infantil diz que baixava vídeos para "proteger as filhas"

Ele, que também é professor universitário, contou que queria "saber o que acontece com crianças e adolescentes" para orientá-las

Preso em flagrante por pornografia infantil, nesta terça-feira (31), em Campo Grande, o dentista, de 52 anos, que também é professor universitário, alegou em depoimento à polícia que baixava vídeos com conteúdo pornográfico para “saber o que acontece com crianças e adolescentes” e, assim, “proteger e orientar” suas filhas, menores de idade.  

Dentista e professor universitário, homem foi preso por pornografia infantil, em Campo Grande (Foto: Divulgação/PCMS)
Dentista e professor universitário, homem foi preso por pornografia infantil, em Campo Grande (Foto: Divulgação/PCMS)

No momento do flagrante, o profissional tentou apagar páginas de internet abertas e também desconectou um HD externo que estava conectado ao computador. Ele foi levado da clínica onde atende, na região central, para a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).  

Logo que o computador foi ligado, o programa usado para baixar arquivos de conteúdo de abuso sexual infantil abriu, expondo diversas mídias. Entre o material, também foram encontrados vídeos com conteúdo de zoofilia.  

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O suspeito ainda declarou que não sabia que o programa usado para baixar os vídeos também realizava o compartilhamento automático. Ele ainda confessou que via os arquivos, mas alegou que logo deletava, sem mostrar para ninguém.   

O dentista, que passa por audiência de custódia nesta quarta-feira (1º), também afirmou nunca ter praticado “qualquer tipo de abuso sexual com menores”.  

Quatro CPUs, dois HDs e um aparelho celular que estavam com o dentista foram apreendidos.  

Operação Predador 

Esta foi a terceira prisão por pornografia infantil em Campo Grande, durante o Maio Laranja, mês de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. 

Outros dois homens, de 37 e 41 anos, foram presos por crimes semelhantes no último dia 18. Eles tinham imagens de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes e foram enquadrados no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente. Eles estavam em casa, um no Jardim Noroeste e outro no Coophavila II. 

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