Desaparecimento de mulher é relacionado a PMs investigados por milícia
Agatha Moraes de Souza, de 27 anos, é mencionada em denúncia que manda investigar policiais militares de Primavera do Leste.
A jovem Agatha Moraes de Souza, de 27 anos, é citada em um documento do Ministério Público de Mato Grosso (MPE-MT) que investiga crimes cometidos por quatro militares de Primavera do Leste (MT). Ela é moradora de Poxoréu e está desaparecida desde 23 de janeiro deste ano.
O documento relata que, na data do desaparecimento de Agatha, por volta das 22h, policiais militares teriam invadido a residência da vítima.

Segundo o MPE, há indícios de que os policiais investigados manipulavam informações sobre as ocorrências registradas como supostos confrontos.
O desaparecimento da jovem, conforme a Polícia Civil, foi feito pelo pai de Agatha e, até o momento, as investigações não foram concluídas.
Ao Primeira Página, a polícia afirmou que o desaparecimento ocorreu após um suposto confronto entre a Polícia Militar da região e integrantes de uma facção criminosa. A denúncia encaminhada pelo Ministério Público à Justiça, que determinou investigação contra os PMs na Corregedoria da instituição, cita a necessidade de apurar essa versão do boletim de ocorrência.
O documento do MP cita um segundo caso em que os militares investigados tenham simulado confrontos para justificar a execução de outras vítimas. Também há suspeita de que armas tenham sido “plantadas” posteriormente nas cenas dos crimes para sustentar a versão oficial.
Família sem respostas
Nesta segunda-feira (23), o desaparecimento de Agatha completa 30 dias. Nas redes sociais, parentes e amigos continuam compartilhando imagens da jovem na tentativa de obter informações.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, entre as medidas adotadas oficialmente estão a oitiva de testemunhas e a busca por imagens que possam ajudar a identificar o paradeiro da jovem ou esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.
Investigação da Corregedoria
No dia 11 de fevereiro de 2026, o juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá Especializada da Justiça Militar, encaminhou a denúncia à Corregedoria da Polícia Militar, para ser apurado pela instituição, com acompanhamento e fiscalização do Ministério Público e do magistrado, e pediu abertura urgente de investigação.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar, mas até a publicação desta reportagem não recebeu retorno.
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