Diretor é preso por suspeita de desviar R$ 292 mil de escola

Diego Fernando Hermann estava foragido e, segundo as investigações, usava o dinheiro para apostas e investimentos na Bolsa de Valores.

Foi preso preventivamente nesta terça-feira (28), o ex-direitor da Escola Estadual 13 de Maio, em Nova Guarita, a 667 km de Cuiabá, por suspeita de desviar cerca de R$ 292 mil em verbas públicas que deveriam ser usadas para compra de materiais e obras.

De acordo com a Polícia Civil, Diego Fernando Hermann, de 33 anos, usava o dinheiro em apostas e investimentos na Bolsa de Valores. As contas dele também foram bloqueadas e bens podem ser apreendidos.

Escola Estadual 13 de maio de Nova Guarita
E. E. 13 de Maio é a única escola estadual de Nova Guarita (Foto: Gustavo Nolasco)

O investigado, segundo denúncia do Ministério Público, fez 23 desvios e usava terceiros, como amigos e parentes, para cometer o crime de peculato, que é quando se tira proveito da função pública em benefício próprio. Ele também conseguiu que funcionárias da escola assinassem cheques em branco. 

Ao Primeira Página, o advogado Marcus Macedo, que representa o diretor, informou que ele admite que houve uma “conduta incorreta” e que está à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos e fazer o ressarcimento dos valores. Acrescentou que os recursos não foram incorporados ao patrimônio do diretor e que ele soube do pedido de prisão na sexta-feira (24) e se entregou nesta terça. 

O portal tenta contato com a Seduc (Secretaria de Educação de Mato Grosso).

O desvio ocorreu diversas vezes e com valores que variaram de R$ 2.500 a R$ 25 mil. Um dos depósitos foi feito, conforme as investigações, para o cunhado de Hermman. Outros cinco para dois professores da escola.

Em outra ocasião, o diretor entregou um cheque de R$ 20.380 a uma pessoa que prestou serviço de R$ 380 e, depois, depositou R$ 13 mil diretamente ao suspeito. 

O diretor assumiu a administração da escola, que atualmente está com parte do prédio interditada por risco de desabamento, em 2019 e foi afastado em 2022, depois que tesoureiras identificaram que, em anos anteriores, não haviam sido feitos os investimentos em manutenção. Funcionários também registraram boletins de ocorrência, após constataram os desvios.

“O suspeito não apresentou à Direção Regional de Educação a prestação de contas relativas aos gastos de 2021, aumentando assim os indícios de que o mesmo estava praticando condutas ilícitas em desfavor do erário público, especificamente das contas da escola”, relatou o Ministério Público.

As investigações continuam. 

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