Dois gatos morrem após suspeita de envenenamento em condomínio de Cuiabá
Animais foram encontrados debilitados no bairro Paiaguás; caso foi registrado na Polícia Militar e é acompanhado pela administração do condomínio.
Moradores de um condomínio no bairro Paiaguás, em Cuiabá, denunciaram a morte por suposto envenenamento de dois gatos machos que viviam no local. O caso ocorreu na madrugada desta quinta-feira (5) e foi registrado na Polícia Militar.
Os gatos, conhecidos como “Calça de shopping” e “Branquinho”, foram encontrados ainda vivos, porém bastante debilitados, com sintomas compatíveis com intoxicação. Segundo uma moradora, que preferiu não se identificar, um dos animais chegou a ser socorrido com a ajuda de uma estudante de veterinária, mas não resistiu.

“Foi ministrado a ele carvão ativado, que ajuda em casos de intoxicação, porém ele não reagiu, pois estava muito debilitado”, relatou.
De acordo com a moradora, a presença dos gatos no condomínio sempre gerou discussões entre os condôminos que cuidam dos animais e aqueles que não concordam com a permanência deles no local. Após a morte dos dois machos, há atualmente cinco fêmeas — todas castradas pelo grupo de cuidadores — e três machos ainda sem castração.
A alimentação dos animais é feita por um dos membros do grupo, responsável por fornecer comida três vezes ao dia, além de água. A prática está de acordo com a legislação acompanhada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), que assegura o direito ao abrigo e aos cuidados de animais comunitários em áreas públicas e condomínios residenciais fechados.
“Há muita gente descontente com os gatos e que se recusa a aceitar que devemos obedecer a lei. Eles querem que o condomínio envie esses gatos para a zoonose, porém, quando mostramos que não é tão fácil conseguir lar adotivo e que as ONGs estão sobrecarregadas, dizem que é para jogar fora os gatinhos”, afirmou a moradora.
Ainda conforme o relato, o caso foi comunicado ao síndico. Ao Primeira Página, a administração do condomínio informou, por meio de nota, que já registrou formalmente a ocorrência junto às autoridades competentes e está colaborando com as providências cabíveis.
“No momento, não há conclusão oficial sobre as causas do ocorrido, razão pela qual o condomínio não concederá entrevistas ou declarações além de nota institucional, a fim de evitar especulações e preservar a apuração adequada dos fatos. Caso necessário, eventuais esclarecimentos serão prestados após manifestação das autoridades competentes”, diz o comunicado.
A reportagem entrou em contato com a Dema para saber sobre o andamento das investigações, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
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