Dupla confessa assassinato de homem carbonizado e motivação vem à tona

Acusados são irmãos e dois dos três suspeitos admitiram participação no crime

Os suspeitos de matar e carbonizar o corpo de Helder Shorn Fernandes, em Rio Brilhante, confessaram o crime à Polícia Civil e detalharam a motivação durante depoimento. Segundo as investigações, o homicídio teria sido motivado por um desentendimento entre a vítima e o pai dos acusados, ocorrido dias antes do crime.

Carro carbonizado em Rio Brilhante
Carro carbonizado em Rio Brilhante (Foto: Reprodução/Rio Brilhante em Tempo Real)

Helder era conhecido como “Chapéuzinho” e morava em barracos de lona no prolongamento da Avenida Benjamin Constant.

De acordo com o delegado Goethe Arce Rocha Junior, responsável pelo caso, dois dos três suspeitos admitiram participação no crime.

Eles relataram que o pai teve uma briga com a madrasta, que saiu correndo e se abrigou na casa da vítima. O pai dos suspeitos foi até o local e teve um desacerto com Helder.

Após esse episódio, ainda segundo os depoimentos, a vítima foi até a residência dos suspeitos, onde acabou sendo morta.

Em seguida, o corpo foi colocado em um veículo e levado até uma estrada vicinal, onde os autores atearam fogo. No momento do crime, os suspeitos estariam embriagados.

O desentendimento e o homicídio ocorreram na noite de sexta-feira (2). Os três irmãos foram presos nesta quarta-feira (7), suspeitos de homicídio qualificado.

O caso veio à tona após o Corpo de Bombeiros ser acionado para atender a um incêndio em um veículo na entrada de uma fazenda da região.

No local, os militares encontraram um automóvel em chamas, com um corpo carbonizado no banco traseiro.

A perícia no corpo carbonizado constatou que a vítima apresentava lesões cortantes no pescoço e na nuca, compatíveis com esgorjamento e degolamento, o que indica que a morte ocorreu antes do incêndio.

Durante as investigações, também foram encontradas manchas de sangue, objetos ensanguentados e sinais de luta nas proximidades da residência de um dos envolvidos.

As diligências resultaram na prisão de A.G.G., de 23 anos; W.V.G.G., de 19 anos; e E.G.F., de 26 anos. Os suspeitos devem passar ainda hoje por audiência de custódia, quando a Justiça decidirá se a prisão será mantida.

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