Dupla de moto executa 2 adolescentes de 13 anos em Campo Grande
Um terceiro ferido, que seria o alvo dos disparos, está na Santa Casa. Caso será investigado pela Delegacia de Homicídios
Mais um caso de execução foi registrado na noite dessa sexta-feira (3) em Campo Grande, mas desta vez, os tiros dos pistoleiros tiraram a vida de dois adolescentes que não tinham nada a ver com o mundo do crime. Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz Grizakay, ambos de 13 anos, foram atingidos por engano no Jardim Aero Rancho.
A morte dos dois adolescentes, que ocorreu na rua Flor de Maio, por volta das 22h, foi narrada por testemunhas.
Aysla e Silas estavam em uma roda de amigos, na frente da casa de um deles. O alvo dos pistoleiros estava a alguns metros de distância deles; o rapaz sempre ficava na mesma esquina para vender drogas. Mas quando os tiros começaram, ele correu em direção dos adolescentes.
Segundo as testemunhas, os matadores, dois homens, estavam em uma moto. O passageiro foi quem fez os disparos e enquanto o alvo da execução correu, ele continuou a atirar.
O rapaz, identificado como Pedro Henrique da Silva Rodrigues, de 19 anos, foi atingido no joelho. Aysla foi baleada no rosto, no pescoço e no braço. Silas foi atingido nas costas.
Feridos, os três correram para dentro de uma das casas da rua e foram amparados pelos moradores.
Pedro acabou socorrido pelo Corpo de Bombeiros até a Santa Casa. Os dois mais novos foram levados pelas famílias até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Aero Racho. Lá, não resistiram aos ferimentos.
A polícia e a perícia foram ao local do crime e recolheram 14 cápsulas de munição 9 mm e dois projéteis do mesmo calibre.

Na manhã deste sábado, as marcas do duplo assassinato ainda podiam ser encontradas na rua Flor de Maio. O sangue no asfalto e um chinelo arrebentado marcam o exato local em que as vítimas estavam quando foram feridas. Uma das amigas de Aysla mora a poucos metros dali, ela também foi atingida de raspão.

Para a reportagem, a menina contou que Aysla havia mudado do bairro há pouco tempo, mas sempre vinha para dormir na casa de uma das amigas. Esse fim de semana era um desses dias. Eles estavam em cinco pessoas na rodinha e não notaram os tiros até ser tarde demais.
“Porque normalmente o barulho do tiro a gente relaciona com uma outra coisa, porque sempre passa moto aqui, tem uma oficina também e quando a gente viu o tiro já tava em cima”.
Os autores não foram identificados até o momento. Agora o crime vai ser investigado pela Polícia Civil, pela DHPP (Delegaria de Repressão aos Crimes de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
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