Eleitor que colou teclas de urna é solto e fará tratamento psicológico
Gabriel, de 22 anos, usou supercola para danificar equipamento usado em votação, no último domingo, em Campo Grande; ele passou por audiência de custódia, nesta terça
Gabriel Scherer da Costa, de 22 anos, responderá em liberdade ao processo por ter usado supercola para danificar teclas de uma urna eletrônica, em Campo Grande, durante o processo de votação, no último domingo (2). Em audiência de custódia, o juiz eleitoral Luiz Felipe Medeiros acatou pedido da defesa, mas orientou que o estudante passe por tratamento psicológico.
Ao conceder liberdade ao jovem, o magistrado levou em consideração o fato de Gabriel não ter antecedentes criminais, ter boa conduta, residência fixa, um trabalho e também estudar.
“Embora tenha sido contra a administração pública, em processo eleitoral, não foi um crime violento, ninguém se machucou. Ele preenche todos os requisitos da lei para responder ao processo em liberdade”, destacou Luiz Felipe Medeiros.
Além de ter que procurar atendimento em um dos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) de Campo Grande, Gabriel também deverá manter atualizado seu endereço e comparecer perante à Justiça sempre que convocado.
Para o advogado de defesa, a decisão do juiz foi positiva. “Gabriel é um jovem estudante que, talvez, naquele momento, não tinha consciência do que estava fazendo, pela situação política do país. Foi questão de protesto, e ele passou por uma situação grave de trauma, em função da morte do pai”, justificou o advogado Joaquim Soares. “Vamos trabalhar para que ele seja inocentado”.
Veja como ficou a urna:
Calmo e quieto
Gabriel chegou tranquilo ao Fórum de Campo Grande e permaneceu em silêncio, boa parte do tempo. Até mesmo quando questionado pelo juiz, ou advogado, o estudante respondeu de forma breve e com a voz mansa.
Quando perguntado se possui ligação com algum partido, o jovem respondeu que não. Sobre a máscara e o capuz usados para votar, Gabriel alegou que procurou se proteger contra a covid.
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“Ele tem medo de sair na rua e estava de capuz e máscara, porque sofre com essa pandemia, como todos nós”, ressaltou a defesa.
O computador e o celular de Gabriel, itens apreendidos no momento da prisão, ainda passam por perícia e só devem ser devolvidos após o procedimento. A urna danificada também está sob o poder da Polícia Federal, que analisa o equipamento e está responsável pelo inquérito.

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