Empresa de CG é interditada e grupo detido por 'golpe' da casa própria
No momento da ação, casal estava na empresa com R$ 9 mil para dar de entrada.
Uma empresa de consórcio, em Campo Grande, foi interditada nesta terça-feira (3) pelo Procon/MS (Superintendência para a Orientação e Defesa do Consumidor), por aplicar o golpe da casa própria. Um grupo de 11 pessoas é investigado pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo).

A operação é resultado de uma ação conjunta do Procon/MS, Decon, Creci-MS (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) e Procuradoria Regional do Trabalho da 24ª região. A operação começou a partir do trabalho do departamento de fiscalização do Creci que informou aos demais órgãos.
“A nossa intenção não é punir as pessoas, mas sim evitar que a população seja lesada. Reforçamos novamente que ao fazer a aquisição de um imóvel ou qualquer transação imobiliária é preciso verificar se a pessoa é corretora de imóveis e tem inscrição no conselho”, explica o presidente do Creci, Eli Rodrigues.
Segundo as investigações, nove pessoas foram autuadas por exercício ilegal da profissão de corretagem de imóveis, duas encaminhadas para a delegacia por associação criminosa.
A empresa foi interditada por propaganda enganosa ao anunciar a venda direta de bem móveis e imóveis, sem informar ao consumidor que era consórcio. Também foi autuada por não ter autorização do Banco Central para vender o consórcio e empréstimos, além de não ter exemplar do código de defesa do consumidor para consulta.
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A empresa interditada já havia sido fiscalizada no último dia 13 de abril e tinha recebido um prazo para apresentação dos documentos, mas não cumpriu. Agora, vai ficar fechada até a regularização. Nesse dia, duas pessoas chegaram a ser presas, mas pagaram fiança. Uma delas, inclusive, estava no local durante a operação nesta manhã com outras duas pessoas. As quatros pessoas foram encaminhadas para a Decon por associação criminosa.

Mais vítimas
No momento da fiscalização, um casal estava na empresa com R$ 9 mil (em dinheiro) para dar entrada na negociação. Segundo o Procon, o casal havia visto um anúncio de uma casa nas redes sociais, mas foram informados que seria um financiamento de R$ 200 mil, que seria liberado em 30 dias mediante a entrada de R$ 9,5 mil, e que o restante seria dividido em 266 parcelas.
Corretores de Imóveis e população em geral podem denunciar atuação ilegal e irregularidades. As denúncias são anônimas pelo WhatsApp do Creci-MS (67) 9 9234-8680.⠀
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