Empresário é indiciado por morte de amante grávida em Ribeirãozinho

Suspeito foi indiciado por feminicídio qualificado, com agravantes de gravidez e aborto sem consentimento; vítima sofreu 39 facadas

O inquérito da morte de Vânia Cristina Benini, de 40 anos, assassinada pelo empresário Yuri Alexandre Rodrigues da Silva, de 28 anos, no dia 5 de junho, em Ribeirãozinho, a 465 km de Cuiabá, foi concluído.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima estava grávida de seis semanas e foi brutalmente morta com ao menos 39 facadas, segundo laudo pericial informal.

Yuri e Vania
Vânia Cristina foi morta com 38 facadas; Yuri Alexandre confessou o crime. (Foto: Reprodução)

Ainda conforme a perícia, o principal suspeito do crime mantinha um relacionamento extraconjugal com Vânia. Ele foi preso em flagrante e agora foi formalmente indiciado por feminicídio qualificado, com agravantes legais pela condição de gravidez da vítima e aborto provocado sem consentimento, o que torna o crime ainda mais grave, segundo o Código Penal.

O inquérito foi concluído no dia 12 de junho e divulgado nesta segunda-feira (16).

Premeditação e extrema violência

De acordo com a delegada Ana Carolinne Lacerda, responsável pelo caso, o crime foi motivado pela recusa da vítima em realizar um aborto, conforme exigido pelo autor. A investigação revelou que o homem comprou a faca no dia anterior ao assassinato, indicando planejamento.

Na manhã do crime, enquanto Vânia se deslocava para o trabalho, o suspeito a emboscou e desferiu dezenas de golpes, inclusive no abdômen, onde o bebê se desenvolvia. O ataque foi considerado extremamente violento. Testemunhas relataram que a vítima vinha sofrendo pressões do suspeito para interromper a gestação.

O inquérito inclui relatos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e exames periciais. Após o crime, o autor foi localizado na casa dele, com vestígios de sangue no corpo e nas roupas.

Durante o interrogatório, Yuri confessou parcialmente os fatos, alegando que houve uma discussão antes do ataque. No entanto, para a Polícia Civil, os elementos indicam claramente uma ação deliberada e premeditada.

Com o inquérito finalizado, o caso foi enviado ao Ministério Público, que agora irá analisar as provas e apresentar a denúncia formal à Justiça. O investigado segue preso preventivamente.

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