Etanol na cozinha: acidente com fogareiro mata idosa de 67 anos
Valdete estava em casa, no Jardim Aero Rancho, quando houve uma explosão; famíla pede ajuda para pagar translado até Corumbá
Morreu na Santa Casa de Campo Grande, na noite deste domingo (4), Valdete Maria da Silva, de 67 anos. A paciente havia dado entrada no hospital no dia 8 de agosto, vítima de queimaduras de segundo grau.
De acordo com a família, no dia do acidente, a idosa usava etanol para cozinhar em um fogareiro improvisado, quando ocorreu uma explosão.

“Ainda estamos em transe. Ela morreu ontem, à noite, e a filha ainda está correndo atrás de dinheiro para poder levar o corpo até Corumbá, onde a maior parte da família dela mora”, explicou a assistente social Janete Valdes, amiga da família.
Por conta do acidente, Valdete chegou a ficar pouco mais de 25 dias internada. No período, de acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a idosa, que apresentava queimaduras em 46% do corpo, principalmente no rosto, tronco e nos membros superiores, apresentou infecção pulmonar.
No domingo, o estado de saúde da paciente evoluiu para um choque séptico, tendo uma parada cardíaca. A morte foi confirmada às 20h50.
O acidente
Segundo Janete, a explosão foi registrada no dia 8 de agosto, bem cedo. A filha de Valdete e a neta, de 7 anos, dormiam em outro cômodo da casa, no bairro Aero Rancho, quando tudo aconteceu.
“Provavelmente ela estava esquentando água para fazer o café”, acredita a amiga da família, que também é ex-sogra da filha da vítima. “Vizinhos a ajudaram e levaram de carro ao Hospital Regional. Depois ela foi levada à Santa Casa”.
Ainda segundo ela, a idosa usava etanol para cozinhar, em um fogareiro improvisado, já que o botijão de gás havia sido vendido dias antes. “A filha dela passou por dificuldades e precisou vender o botijão e o fogão. Não deu tempo de comprar de novo, antes da mãe voltar das férias, em Corumbá”, explicou Janete.
Para a família, o acidente levanta o alerta. “Não tem gás? Não use etanol. A gente sabe que a situação está muito difícil, mas não use”, reflete Janete.
Ajuda
A família agora corre contra o tempo para arrecadar cerca de R$ 2 mil. “A funerária cobrou R$ 1.700 para levar o corpo até Corumbá. O restante é para ajudar com a gasolina para que a filha e o marido da Valdete possam ir para lá acompanhar o velório”.
Quem puder ajudar pode entrar em contato com a família pelo número (67) 9. 9947-2645.
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