"Eu quero justiça! Foi um erro"; diz mãe de menino afogado em buraco
Criança tinha 8 anos e desapareceu após sair para brincar na chuva; corpo foi achado por amigo, de 13 anos
Horas antes de velar o corpo do filho, Kelvin Rodrigues dos Santos, de 8 anos, após o menino ser encontrado morto em uma buraco alagado, no município de Jaraguari, dona Cristiane Rodrigues dos Santos ainda tenta entender o motivo de a abertura no chão não ter sido fechada antes de a tragédia acontecer.

“Me gera uma revolta, porque eles estavam mexendo aqui, que é um lugar que tem muita criança. E então, por que deixaram aquele buraco aberto? E, na falta de um, eram dois [buracos]”, ressaltou a mãe em entrevista à reportagem.
O local mencionado pela mãe é onde caminhões e maquinários usados por equipes responsáveis por obras de asfalto, na cidade, ficam guardados. Após a tragédia, os dois buracos citados foram fechados.
Segundo Cristiane, o filho saiu de casa sozinho para brincar, no fim da tarde de quinta-feira (13).
“Eu cheguei do meu serviço. e ele estava aqui. Aí, eu falei pra ele: ‘meu filho, você entra e lava os pés pra você ir assistir’. Ele esperou eu entrar com o pequeno para dentro, aí ele saiu pra brincar. Então, eu falei: ‘bom, ele deve ter ido ali no sintético brincar, que era de costume dele. Mas, dava seis horas, no máximo sete, ele já estava aqui. Passou esse horário, ele não apareceu!”.
Os outros filhos de Cristiane começaram a ajudar a mãe a procurar o irmão, o penúltimo de seus filhos. Mas, somente na manhã desta sexta (14), é que o pequeno foi encontrado, infelizmente, sem vida.

“Eu quero justiça! Justiça, porque isso aí foi um erro, um erro muito grande e é falha deles [responsáveis pelo local onde os buracos estavam abertos]. Por quê depois que tudo aconteceu foram fechar? Por que não fechou antes?”, questionou.
Um dos irmãos de Kelvin também cobrou respostas. “Eu queria saber por quê que estava aberto esse buraco. Porque não tem sentido estar aberto, ainda daquela fundura, sabendo que tem um monte de criança, um monte, não é pouca, brincando aqui”, comentou Deilson dos Santos Góes.
O velório do corpo de Kelvin está programado para começar às 18h30, na Capela Municipal de Jaraguari.
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O que diz o governo?
Em nota, a Agesul lamentou o ocorrido e afirmou que o terreno pertence à prefeitura de Jaraguari. Leia na íntegra:
A Agesul (Agência Estadual de Empreendimento de Mato Grosso o Sul) esclarece que o terreno, de propriedade do município, onde aconteceu a tragédia, estava sendo utilizado por uma empresa responsável por uma obra de infraestrutura na região.
O Governo do Estado, por intermédio da Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), lamenta profundamente a tragédia que resultou na morte de uma criança de apenas 8 anos, e se solidariza com familiares e amigos neste momento de luto, e espera que as investigações possam esclarecer a dinâmica que resultou no óbito.
A reportagem também tentou contato com o prefeito da cidade, Claudião, mas sem sucesso. O espaço segue aberto para posicionamentos.

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