Ex-aliado de Fernandinho Beiramar, Barão do Tráfico morre em Campo Grande

Leonardo Dias Mendonça estava internado na Santa Casa da capital desde o dia 17 de agosto

Conhecido como “Barão do Tráfico”, Leonardo Dias Mendonça, de 63 anos, morreu na Santa Casa de Campo Grande, nesta quinta-feira (20). Ele estava internado no hospital desde a segunda-feira (17), quando deu entrada em estado grave. 

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Leonardo Dias Mendonça, conhecido como Barão do Tráfico — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Leonardo cumpria pena na Penitenciária Federal de Campo Grande. Em 2002, ele foi apontado como um dos principais chefes do tráfico internacional de drogas na América Latina, e era procurado por autoridades de quatro países. 

Para lavar o dinheiro do tráfico, o traficante utilizava a compra de terras e gado. Mesmo preso, continuava no comando de uma quadrilha internacional. 

À reportagem, a defesa informou que o cliente teve morte encefálica. A família foi chamada no hospital para se despedir e autorizou o desligamento dos aparelhos que o mantinham vivo. 

Agora, os familiares aguardam providências das autoridades para liberar e trasladar o corpo. A intenção é que ele seja levado para Goiás, onde mantinha residência e vínculos familiares. 

Histórico

Conforme dados do Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), o processo judicial de Leonardo tramitava na 5ª Vara Federal Criminal de Campo Grande desde novembro de 2023. Suas condenações incluíam tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica e lavagem ou ocultação de bens.

À época da prisão, em 2002, era considerado um dos maiores chefes do tráfico na América Latina, com projeção que chegou a superar a de Fernandinho Beira-Mar. Na ocasião, era procurado pelos governos do Brasil, Estados Unidos, Holanda e Colômbia.

Leonardo era especializado em retirar cocaína das áreas dominadas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), distribuindo a droga globalmente. 

Mesmo preso, ele comandou uma organização criminosa de tráfico internacional composta por 35 pessoas. O grupo foi desmantelado em operação conjunta do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) e da Polícia Federal.

Denunciada pelo MPF-GO em dezembro de 2009, a quadrilha foi condenada pela Justiça Federal em julho de 2010. A apuração concluiu que o uso de celulares dentro da Penitenciária Estadual Odenir Guimarães, em Goiás, onde Leonardo trocou de aparelho pelo menos 50 vezes em três anos, foi decisivo para a manutenção das atividades ilícitas.

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