Ex-prefeito e PMs são alvos de operação por morte de vereador
Douglas Figueiredo foi alvo de mandado de busca e apreensão, mas acabou preso em flagrante por ter armas em casa sem autorização
O ex-prefeito de Anastácio Douglas Melo Figueiredo e dois policiais militares foram alvos de u operação do Ministério Público e da Corregedoria da Polícia Militar nesta sexta-feira (17). A ação é consequência das investigações sobre a morte do suplente de vereador Wander Alves Meleiro, conhecido como Dinho Vital, de 40 anos, no dia 8 deste mês.

Segundo apurado pelo Primeira Página, o ex-prefeito Douglas Figueiredo foi alvo de mandado de busca e apreensão, mas acabou preso em flagrante por ter armas em casa sem autorização.
Os dois policiais militares – Valdeci Alexandre da Silva Ricardo e Bruno César Malheiros dos Santos – são alvos de mandado de prisão e busca e apreensão.
Os dois assumiram o crime em depoimento, e alegram legítima de defesa. Por isso, desde o dia 8 de maio aguardam o desenrolar do caso em liberdade. Nesse tempo, segundo o advogado Lucas Arguelho Rocha, foram afastados das funções por “recomendação médica”.
“Como estão muito abalados psicologicamente, passaram por consulta com a psicóloga da corporação, a qual indicou o afastamento para tratamento”.
Lucas Arguelho
Para a reportagem, o advogado afirmou que ainda não teve acesso à ordem judicial de busca e apreensão e de prisão. Reforçou que os policiais “são inocentes e agiram no estrito cumprimento do dever legal e albergados pela legítima defesa”. Ainda conforme a defesa, nada de ilegal foi encontrado nos endereços de Valdeci e Bruno.
O ex-prefeito, foi preso em flagrante pela posse de arma de uso restrito e levado para a Delegacia de Polícia Civil de Anastácio. A reportagem não localizou a defesa do ex-prefeito.
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Entenda o caso
Dinho foi assassinado no dia 8 de maio as margens da BR-262, logo após se envolver em uma briga durante uma confraternização. Ele era suplente do vereador Professor Aldo (PDT) e também ex-vereador da cidade, eleito em 2016, à época pelo DEM.
Logo depois de sua morte, os policias se apresentaram e relataram que foram ao encontro de Dinho depois de serem avisados que ele estava armado. Alegaram também que pediram para ele soltar a pistola, mas foram “atacados” por ele e por isso reagiram.
A versão, no entanto, foi desmentida pela esposa de Dinho Vital, a psicóloga Marilene Ferreira Beltrão. Testemunha ocular do crime, ela contou que o marido não estava armado e sequer viu quem atirou nele, porque estava de costa.
“Não houve confronto, ele nem viu quem matou ele, não teve chance de defesa. No primeiro tiro, ele estava olhando pra mim, ele estava bem na frente do veículo e eu acenava pra ele”.
Marilene Ferreira Beltrão
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