Família de faccionados que ostentava luxo é investigada por tráfico em MT

O grupo familiar ostentava vida de luxo e teriam movimentado mais de R$ 20 milhões obtidos com tráfico de drogas e extorsão de garimpeiros.

Mais de 30 ordens judiciais foram cumpridas na manhã desta quinta-feira (5), durante a Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil contra um grupo familiar ligado a uma facção criminosa envolvida em crimes como tráfico de drogas, lavagem de mais de R$ 20 milhões em dinheiro e divulgação de jogos de azar na região norte de Mato Grosso.

Mandados foram cumpridos em um endereço ligado à família de faccionados em Alta Floresta. - Foto: PJC-MT.
Mandados foram cumpridos em um endereço ligado à família de faccionados em Alta Floresta. – Foto: PJC-MT.

A operação contou com 31 mandados, sendo quatro de prisão, sete de busca e apreensão, seis de sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoa jurídica, expedidos pela 5ª Vara Criminal de Sinop, nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes (MT).

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como ‘Angeliquinha’, apontada como líder de uma facção criminosa, é o principal alvo das investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) de Cuiabá e Delegacia de Alta Floresta.

Ela é considerada de alta periculosidade e, conforme a polícia, está foragida desde agosto do ano passado, quando fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

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Família de faccionados

Pessoas próximas da foragida, como pai, filha e marido também são alvos da operação, apontados como operadores financeiros do grupo criminoso, atuando na lavagem de dinheiro adquirido pelo tráfico de drogas.

Eles foram identificados como:

  • Kauany Beatriz, filha de Angélica;
  • Guilherme Luareth;
  • Paulo Felizardo.

O grupo é investigado, ainda, por movimentar valores incompatíveis com a renda declarada e por administrar empresas usadas para dar aparência de legalidade ao dinheiro do tráfico.

Mandados da Operação Showdown foram cumpridos nesta quinta-feira (5). – Vídeo: PJC-MT

Com base nas apurações da Polícia Civil, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões no período de 1 ano e sete meses.

Para lavar o dinheiro, os investigados usavam diversos mecanismos, como empresas de fachada nos ramos de calçado, beleza e roupas multimarcas, além de plataformas digitais e jogos de azar on-line.

O esquema também envolveria exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. Sob o comando direto da filha, o pai líder da facção faria a gerência do garimpo e de um bar – que também funcionada como casa de prostituição – próximo de Nova Bandeirantes.

No local, os envolvidos ainda praticavam extorsões a garimpeiros e tráfico de drogas. O ouro, obtido na região, poderia ser utilizado como forma de ocultar e repor recursos ilegais no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro por parte da polícia.

Vida de luxo

A filha e o companheiro, genro do líder da facção, ostentavam uma vida de luxo com compras de imóveis e carros de alto valor, além de viagens internacionais, segundo a polícia.

No perfil das redes sociais, a jovem teria mais de 40 mil seguidores e compartilhava detalhes da rotina e suas aquisições de luxo.

O Primeira Página tenta localizar a defesa dos citados na operação.

Nome da operação

Showdown” é um termo que faz referência a uma jogada de pôquer na qual os jogadores mostram as carta, ou seja, uma alusão aos jogos de azar, prática utilizada pelo núcleo da facção para a lavagem de dinheiro.

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