Família de MS tem o 4º executado em pouco mais de um mês
Carlos construía um muro, na frente de casa, em Ponta Porã, quando foi motor com tiros de fuzil e pistola; outras mortes foram em Campo Grande, em outubro
Morto a tiros de pistola e fuzil, na noite de sexta-feira (11), em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, Carlos Anhasco Espinaço, de 39 anos, é o quarto membro de uma mesma família a ser executado, em pouco mais de um mês, em Mato Grosso do Sul. Ele era genro do casal Ana Cláudia Gonçalves Martinez e Pedro Sanguina, assassinados em Campo Grande, há duas semanas.

Dias antes da morte do casal, o irmão de Ana Cláudia, Leandro Gonçalves Martinez, também foi executado.
Conforme boletim de ocorrência, o homicídio mais recente ocorreu na rua Hélio Peluffo, no bairro Jamil Saldanha Derzi, em Ponta Porã. Carlos construía um muro na frente de casa, com auxílio de outros dois homens, quando três pessoas chegaram encapuzadas e atiraram contra ele após descerem de um veículo.
A esposa da vítima estava no interior da residência e escutou os tiros. Ao sair, encontrou Carlos caído ao chão, ensanguentado e sem vida.
Diversas cápsulas de calibre 9 milímetros foram encontradas no chão. Conforme testemunhas, dois dos suspeitos estavam armados com pistola e um com fuzil.

O carro usado pelos suspeitos apresentava características do país vizinho, o Paraguai. As testemunhas também disseram que o trio chegou ao local ameaçando a vítima. “Policia, não corre”, disseram os homens.
Carlos tentou fugir correndo para os fundos da casa, mas foi perseguido e executado. Os suspeitos deixaram o local exigindo que as testemunhas não olhassem para eles. Um dos amigos da vítima também saiu correndo e se feriu ao cair. Com passagens pela polícia e um mandado de prisão em aberto, o homem acabou preso.
O caso foi registrado como homicídio simples na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã.
Mortes anteriores
Leandro foi o primeiro a ser executado. Ele, assim como a irmã e o cunhado, havia deixado Ponta Porã por conta de ameaças e estavam morando em Campo Grande.
Na tarde do dia 3 de outubro, o rapaz, de 23 anos, foi atingido por diversos tiros no portão de casa, na rua Fênix. Boa parte dos ferimentos atingiram a cabeça e as costas do jovem.
Duas semanas depois, no dia 26 de outubro, foi a vez de Ana Cláudia ser executada. Ela chegava em casa, no bairro Portal Caiobá, quando foi baleada por um homem encapuzado. O marido dela, Pedro, com quem viveu por cerca de 21 anos, também foi baleado.
Ele chegou a ser socorrido e encaminhado à Santa Casa da capital, mas morreu horas depois do ataque. A Polícia Civil investiga as ameaças recebidas pela família e busca por suspeitos. Família de MS tem o 4º executado em apenas um mês
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