Fazenda de João Arcanjo Ribeiro é arrematada por R$ 12 milhões em MT

Uma fazenda de 300 hectares, que era de João Arcanjo Ribeiro, foi leiloada por R$ 12 milhões na última terça-feira (28). Arcanjo, junto com outros réus foi condenado pelos crimes de quadrilha, operação ilegal de instituição financeira, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O dinheiro será destinado ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para a […]

Uma fazenda de 300 hectares, que era de João Arcanjo Ribeiro, foi leiloada por R$ 12 milhões na última terça-feira (28).

Arcanjo, junto com outros réus foi condenado pelos crimes de quadrilha, operação ilegal de instituição financeira, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O dinheiro será destinado ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para a melhoria do sistema prisional brasileiro.

A venda foi feita pelo Poder Judiciário conforme defendido pela Advocacia-Geral da União (AGU) para que a alienação do patrimônio estimado em quase R$ 800 milhões dos envolvidos nos crimes seja concluído de forma mais ágil.

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João Arcanjo Ribeiro. Foto: Polícia Civil

Antes do leilão, a AGU se reuniu com o juízo da 7ª Vara da Justiça Federal de MT e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senad/MJSP) para discutir as melhores estratégias para viabilizar alienação judicial dos bens.

São diversos imóveis e empresas que foram decretados perdidos em favor da União pela Justiça Federal por configurarem proveito ou produto dos crimes praticados pela organização criminosa.

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João Arcanjo Ribeiro é conhecido como “Comendador”. Foto: Polícia Civil

A AGU atua no caso como assistente de acusação do Ministério Público Federal (MPF). Ambas as instituições fizeram um trabalho minucioso para demonstrar a origem de cada bem e seguir o caminho do dinheiro, comprovando que a organização criminosa buscava dar aparência de legalidade aos recursos de forma sofisticada. Acolhendo os pedidos do MPF e da AGU, a Justiça decretou a perda dos produtos dos crimes em nome de João Arcanjo, de suas empresas, de Silvia Chirata Arcanjo Ribeiro, de Nilson Roberto Teixeira e de outros.

A Senad é responsável por indicar os leiloeiros para os procedimentos de venda. Já a AGU e o MPF se manifestam sobre o laudo de avaliação dos produtos.

Nos últimos meses já foram vendidas cabeças de gado, casas (inclusive uma em Orlando, nos Estados Unidos), além de diversos outros itens do patrimônio do condenado.

Os bens, direitos e valores que pertenciam aos condenados pela Justiça também contemplam créditos contra terceiros; cotas e participações em empreendimentos como shopping, distribuidora de combustíveis, empresa de energia elétrica; imóveis alugados na posse de terceiros; além de cheques, notas promissórias e um hotel localizado nos Estados Unidos, que já foi vendido e cuja parte dos ativos será repatriada ao Brasil.

João Arcanjo Ribeiro

João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “Comendador”, é acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso, nas décadas de 80 e 90, além de estar envolvido com a sonegação de milhares de reais em impostos, entre outros crimes.

No ano de 2002, Arcanjo foi alvo da operação da Polícia Federal, Arca de Noé, em que teve o mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídio. A prisão do bicheiro foi cumprida em abril de 2003 no Uruguai. Arcanjo conseguiu a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto em fevereiro de 2018, após 15 anos preso.

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