Feminicida que torturou e estrangulou mulher até a morte vai a júri
Feminicida cometeu o crime em janeiro deste ano, após fuga ele foi capturado em MT
Adailton Freixeira da Silva, de 46 anos, réu por matar Francielle Guimarães Alcântara em janeiro deste ano, vai a júri popular por cometer o crime na frente do filho. O feminicidio aconteceu no bairro Caiobá, em Campo Grande. O homem chegou a ficar foragido, mas foi preso em uma rodoviária no estado de Mato Grosso.

O criminoso confesso foi denunciado a 2ª Vara do Tribunal do Júri, entretanto ainda não teve a data do júri marcado. O que se sabe é que ele será julgado pelos crimes de feminicídio, tortura e cárcere privado.
Adailton foi preso dias depois e indiciado. Quando questionado pela promotoria se torturava a vítima, o homem relatou que “só apertou o pescoço com força”, com uma das mãos.
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Crime
O assassinato de Francielle aconteceu em janeiro deste ano. Ela foi torturada e agredida até a morte pelo marido, Adailton, no Portal Caiobá, na capital de MS. A vítima viveu os últimos 30 dias trancada em casa, sendo alvo de agressões diárias na frente do filho, de 1 anos e 9 meses.

Durante audiência de custódia, as testemunhas de acusação foram ouvidas (mãe e e três irmãs da vítima, o filho em comum, o outro filho, a nora, e um homem, que disse que teve um relacionamento com ela).
Na época, a delegada Maíra Pacheco contou detalhes do depoimento do feminicida, que a história contada por Adailton revela o sentimento comum em casos de feminicídio: ciúmes doentio e possessão.
Depois de 17 anos juntos, o casal ficou um tempo separado no fim do ano passado. Nesse período, Francielle teve outro relacionamento, mas decidiu voltar a viver com o ex-marido. Adailton reatou, mas não “aceitou” a situação. Para punir a mulher, como ele mesmo falou, cortou o cabelo dela e a ameaçou.
“Começou com o corte de cabelo, ela tinha cabelo comprido, ele cortou pela metade, depois um pouco mais e ameaçou com uma faca cortar o órgão genital dela caso ela tivesse outro relacionamento, ou eles terminassem”, revelou a delegada.
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