Fogo em antigo aterro destrói 80 hectares de milho e segue sob monitoramento em Primavera do Leste
Após cerca de 10 horas de combate, equipes voltam ao antigo aterro nesta semana para monitorar focos que continuam ativos entre os resíduos; incêndio também atingiu uma lavoura de milho e uma área de reserva ambiental.
O antigo aterro sanitário de Primavera do Leste (MT) continuará sendo monitorado nesta segunda-feira (20), e deve prosseguir ao longo desta semana após o incêndio que atingiu o local, uma lavoura de milho e uma área de reserva ambiental no sábado (18). Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, também serão realizados trabalhos de manejo e conservação na área.

O combate direto ao incêndio durou cerca de 10 horas. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Rocha, a força-tarefa começou por volta das 13h e encerrou as principais ações às 23h de sábado (18).
Mesmo após o controle das chamas nas áreas externas, focos permaneceram ativos entre os resíduos depositados no aterro. O acúmulo de materiais combustíveis, como plásticos, faz com que o fogo continue queimando por mais tempo e aumenta o risco de novos focos.
Por isso, conforme o secretário, as equipes devem retornar ao local para acompanhar a situação e atuar na conservação da área durante a semana.
Faísca teria iniciado o incêndio
A suspeita inicial é de que o incêndio tenha começado após uma faísca da rede elétrica cair sobre a vegetação seca. O fogo se espalhou de forma rasteira até alcançar materiais mais inflamáveis depositados no antigo aterro.
Segundo o registro do Corpo de Bombeiros, há trechos da rede elétrica passando entre árvores na área. Durante o atendimento, os militares apontaram que a vegetação próxima aos fios apresentava sinais de falta de poda.
As circunstâncias que provocaram o contato entre a rede elétrica e a vegetação ainda deverão ser apuradas.
Combate mobilizou força-tarefa
A operação reuniu militares do Corpo de Bombeiros, servidores municipais, produtores rurais e representantes de empresas da cidade.
De acordo com o secretário, foram utilizados dois caminhões-pipa do Corpo de Bombeiros, três veículos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e outros quatro caminhões cedidos por empresas. Propriedades rurais da região também auxiliaram no combate.

Um avião agrícola e máquinas foram empregados para conter o avanço das chamas. Aceiros também foram abertos ao redor da área de preservação, enquanto um córrego serviu como barreira natural contra o fogo.
O incêndio atingiu aproximadamente 80 hectares de uma lavoura de milho, além de parte de uma reserva ambiental. Até o momento, não há registro de pessoas feridas.
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