Fraude em concurso: 7 aprovados após deixarem gabarito em branco são demitidos em MT
Investigação apontou que cartões-resposta tinham apenas a assinatura dos candidatos, sem marcações nas alternativas, mas mesmo assim foram considerados válidos e resultaram na aprovação dos servidores no concurso de 2024.
O prefeito de Alto Paraguai (MT), Adair José Alves (MDB), demitiu nessa segunda-feira (9) sete servidores municipais envolvidos na fraude de um concurso público de 2024. A medida foi publicada no Diário Oficial dos Municípios.
Os envolvidos foram investigados por um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que identificou a existência de cartões-resposta de provas com a assinatura dos candidatos, mas sem marcações nas alternativas, o que deveria resultar em nota zero, porém, ocorreu o contrário. Eles foram aprovados.

Segundo as Portarias 74 e 75/2026, os servidores demitidos são:
- Maria Avelina de França (técnico(a) de desenvolvimento infantil – educação);
- Letícia Rodrigues de Lara (apoio administrativo – monitor (a) – educação);
- Alessandra Araújo de Almeida (professora – educação);
- Jozene Isabel de Lara Rodrigues (secretária recepcionista – saúde);
- Marielle Pereira Machado (enfermeira – técnica de nível superior – saúde);
- Ronei Rodrigues da Silva (serviço de apoio I – vigia – infraestrutura)
- Adilson Rodrigues Tanan (motorista – Secretaria Municipal de Saúde)
A investigação
A comissão investigadora foi composta pelos servidores efetivos Vailde Luciana de Oliveira (Presidente), Maria Aparecida de Almeida Oliveira (1º Membro) e Adilaine Aparecida Lima da Silva Souza (2º Membro).
Segundo o relatório, a fraude foi descoberta por meio da Operação Ludificatum, da Polícia Civil, na residência de Daniel Luiz Brito, proprietário da banca examinadora, em Ribeirão Cascalheira (MT). A organizadora foi a empresa Embrasil Desenvolvimento Institucional e de Carreiras Ltda.
Na ocasião, foi encontrado um envelope com uma lista de nomes de candidatos, incluindo o do servidor Adilson Rodrigues Tanan, com indicação de suas colocações, bem como cartões-resposta em branco assinados pelo investigado.
As provas principais incluem os documentos apreendidos no inquérito policial (envelope com lista e cartões assinados em branco), o depoimento do proprietário da banca e a ausência de contraprovas concretas na defesa.
“O relatório final demonstra, de forma robusta e individualizada, que os servidores, mediante a assinatura de cartões-resposta em branco entregues ao organizador da fraude (Daniel Luiz Brito), tiveram seus nomes incluídos em lista de aprovados fraudulentos, logrando aprovação indevida no certame, em clara violação aos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa”, diz trecho da Decisão Administrativa do PAD, publicado no dia 6 março.
A Prefeitura de Alto Paraguai informou ao Primeira Página que a medida já foi cumprida e os servidores demitidos. A reportagem tenta entrar em contato com a empresa responsável pelo concurso e com os ex-funcionários citados na reportagem.
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