Gaeco mira esquema de corrupção em licitações em 5 cidades de MS

Agentes políticos são considerados líder do esquema e foram afastados dos cargos nesta terça-feira

A corrupção em licitações realizadas no interior de Mato Grosso do Sul voltou a ser alvo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) nesta terça-feira (10). A operação “Cartas Marcadas” cumpre mandados de busca e apreensão, de afastamento de cargos públicos, proibição de contratar com o Poder Público e suspensão de contratos em cinco municípios: Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos.

Nomes dos alvos não foi revelado.

Gaeco realiza apreensão de policial penal
Operação da Gaeco/MPMS (Foto: Divulgação/ MPMS)

De acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a ação desta terça-feira surge da análise de dados extraídos dos telefones celulares apreendidos em outras duas operações, a Turn Off (realizada em novembro de 2023) e a Malebolge (deflagrada em fevereiro de 2025).

As provas encontradas revelaram como a organização criminosa funcionava e possibilitaram que os investigadores chegassem até os agentes políticos que dirigiam o esquema.

Foi constatado que o grupo criminoso estava instalado em Corguinho e Rio Negro e atuava com núcleos bem definidos. Os líderes eram políticos que agiam como articuladores do esquema de corrupção.

Com a ajuda de servidores públicos, os investigados direcionavam as licitações públicas a empresas específicas. O esquema ia desde contratações diretas para aquisição de materiais de expediente, mediante dispensas indevidamente manipuladas, até a contratação de empresas para a execução de obras públicas, as quais, muitas vezes, eram iniciadas antes mesmo da formalização contratual.

Nos últimos três anos, as investigações encontraram irregularidades em contratos que somaram R$ 9 milhões.

Nesta manhã foram cumpridos:

  • 46 mandados de busca e apreensão.
  • Cinco mandados de afastamento de cargos públicos.
  • 22 mandados de proibição de contratar com o Poder Público.
  • Três mandados de suspensão de contratos vigentes com o Poder Público.

As empresas investigadas e os políticos identificados como líderes do esquema não tiveram os nomes revelados.

Cartas Marcadas – O nome da operação está ligado à ideia de um jogo previamente manipulado, em que o desfecho é conhecido antes mesmo do início.

No caso, as contratações investigadas foram direcionadas de antemão às empresas investigadas, por meio de ajustes falsos, para conferir aparência de lisura a uma escolha que já estava determinada.

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