Gaeco na rua: policial penal ajudava facção em plano de atentado

Dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e três mandados de medidas cautelares são cumpridos

Mais uma vez, atentados contra funcionários da segurança pública são investigados em Mato Grosso do Sul. Nesta segunda-feira, dia 5 de setembro, equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estão na rua para caçar um policial penal que servia de ligação entre presos e criminosos soltos.

image31052
Gaeco cumpriu mandados no Instituto Penal de Campo Grande (Foto: Agepen)

Parece até déjà-vu, já que na semana passada a Polícia Civil prendeu sete pessoas depois de descobrir um bilhete em que presos planejavam matar policiais e juízes. Mas a operação desta segunda-feira, denominada de “Bilhete”, tem como principal alvo um policial penal da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I.

Segundo o Gaeco, as investigações revelaram que o policial era o elo entre internos do presídio e comparsas que estavam na rua. Para isso, recebia bilhetes dos presos e os repassava para os criminosos soltos.

Os recados sempre traziam ordens de crime, incluindo o plano de assassinato a outros policiais penais. Além dos bilhetes escritos pelos presos, o suspeito também repassava celulares aos internos do presídio.

Leia mais

  1. Bilhete da discórdia: operação prende sete pessoas

  2. Bilhete com ameaças e passo a passo para fazer bomba é encontrado na “Supermáxima”

  3. Bilhete, celular por 30 mil, disputa por chefe de facção: os detalhes da “Sintonia dos Gravatas”

Ainda conforme o Gaeco, o policial penal “obedecia” tanto integrantes da maior facção criminosa presente no Estado, que nasceu em São Paulo e tem forte atuação dentro e fora dos presídios, como alvos da Operação Omertà – que comprovou existência de um grupo de extermínio em Mato Grosso do Sul liderado pelas famílias de Jamil Name e Fahd Jamil.

Dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e três mandados de medidas cautelares diversas à prisão são cumpridos nessa manhã. Conforme apurado pela reportagem, as equipes foram ao Instituto Penal de Campo Grande e a um condomínio na Vila Nova Campo Grande. O nome do policial penal não foi divulgado até o momento.

Em nota, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) afirmou que o alvo da operação não trabalha mais na Gameleira, foi transferido para outro presídio do Estado. Além disso, a agência acompanha e dá suporte à ação por meio da Corregedoria e Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário.

FALE COM O PP

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso do Sul, mande uma mensagem pelo WhatsApp. Curta o nosso Facebook e nos siga no Instagram.