"Gambá" e adolescente são mortos com tiros na nuca dentro de carro
O assassino estava no mesmo veículo que as vítimas e depois dos tiros, fugiu a pé; ele ainda não foi identificado
Dois homens foram executados com tiros na nuca na noite de domingo (23), em Campo Grande. Tiago da Silva Cuellar, conhecido como Gambá e o adolescente Breno Henrique Rodrigues, de 16 anos, foram mortos dentro de um carro na avenida Delegado Alfredo Hardman, região do Jardim Paulo Coelho Machado. O autor do crime é procurado pela polícia.

O crime aconteceu perto das 20 horas. Quando a polícia foi ao local, isolado e sem iluminação, encontrou o carro em cima de uma calçada, com as duas vítimas mortas nos bancos da frente.
Segundo a delegada Joilce Silveira Ramos, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), os indícios encontrado no local do crime contam a polícia o que aconteceu: Tiago dirigia o carro, com Breno ao lado, quando foi ferido. Com isso, ele perdeu o controle da direção, subiu na calçada e bateu em uma árvore, que foi arrancada.
Tiago e Breno foram mortos com tiros na nuca, o que para a polícia, reforça a hipótese de que o autor estava no banco de trás. Além disso, a perícia constatou que para sair do veículo, o suspeito atirou e quebrou o vidro traseiro.
Outros disparos foram feitos contra as vítimas, mas não há detalhes de quantos atingiram os dois.
Até o momento, o autor do crime não foi identificado. Policiais fazem buscas pela cidade nesta segunda-feira (24) para localizar o assassino e descobrir o que motivou a execução.
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Ficha criminal
Tiago era de Corumbá – cidade a 413 quilômetros de Campo Grande – e veio para capital justamente no dia em que foi morto. Foragido da justiça, ele andava com uma identidade falsa, para não ser descoberto.
Gambá, como era chamado, fazia parte de uma facção criminosa e foi alvo de operação da Denar (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), a Didelphis – realizada em dezembro de 2019.
A ação – que prendeu 14 pessoas, 11 preventivamente e três em flagrante, além de cumprir 16 mandados de busca e apreensão – revelou um esquema de tráfico de drogas comandado por uma única família de Corumbá e liderado por “Gambá”. Da fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, eles enviavam pasta base e também cocaína para abastecer bocas de fumo em toda a Capital.
Na época, a investigação apontou que o criminoso negociava e comprava a droga na fronteira com a Bolívia, contratava “frentistas” e enviava tabletes de pasta base e de cocaína para Campo Grande. Gambá ainda contava com toda a família para organizar o esquema. Durante a operação, a esposa e a irmã dele também foram levadas para a delegacia por participar do esquema de tráfico.
Já Breno é de Campo Grande, morava na mesma região em que foi assassinado e não tinha nenhuma passagem pela polícia.
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