Gangue do Guincho: polícia prende quadrilha que furtava veículos anunciados na internet
Suspeitos negociavam, mas contratavam guinchos para levar carros sem que os donos soubessem
Quadrilha especializada no furto de veículos anunciados pela internet foi presa pela Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), em Campo Grande. O esquema começava dentro dos presídios de Mato Grosso do Sul, com a negociação de venda e terminava com os criminosos guinchando carros sem qualquer tipo de pagamento aos donos.
Conforme as investigações, dois presidiários eram os responsáveis por “selecionar” os veículos que seriam furtados. De dentro das celas, usavam celulares para escolher carros anunciados em sites de venda e depois, negociavam por mensagem.
Segundo a polícia, a maioria dos veículos escolhidos eram bob, ou seja, com documentos e parcelas atrasadas. Com todas as informações sobre as vítimas e o negócio “fechado”, os presidiários acionavam as esposas.
As mulheres iam até a casa das vítimas e monitoravam o local. Quando não tinha ninguém em casa, contratavam guichos e levavam os veículos sem qualquer tipo de pagamento ou aviso. Os carros furtados eram revendidos em desmanches.
Segundo o delegado Reginaldo Salomão, pelo menos seis furtos cometidos pela quadrilha já foram descobertos ao longo da investigação, mas esse número pode ser ainda maior, já que um dos envolvidos ameaçava as vítimas para que elas não procurassem a polícia. “Um dos comparsas ligava para as vítimas depois dos furtos e fazia ameaças. Falava que era faccionado, que não era para procurar a polícia”, detalhou.
Na quinta-feira (19), quatro pessoas foram presas: dois homens de 23 e 30 anos, que já estavam presos por furto de veículos e tráfico de drogas e duas mulheres, de 20 e 35 anos. A mais velha foi liberada em audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (20). No entendimento do juiz de plantão, ela não estava em situação de flagrante e é mãe de três crianças pequenas, por isso, pode responder aos crimes em liberdade.
Os nomes dos presos não foram divulgados. Ainda conforme o delegado, até o momento, os motoristas dos guichos não tinham envolvimento no crime, sequer sabiam que os verdadeiros donos não sabiam que os carros eram guinhados. Já os desmanches usados pela quadrilha serão investigados em um novo inquérito na delegacia.

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Receptação
Entre as vítimas do golpe está uma das mulheres envolvidas em uma série de furtos no centro de Campo Grande, presas no mês passada e liberadas pela justiça dias depois. A suspeita, conforme apurado pela reportagem, junto o dinheiro dos crimes para comprar um dos veículos furtados pelo grupo. No fim, acabou autuada por receptação.
Pelo menos cinco mulheres foram identificadas pelos crimes. Elas furtavam peças de lojas da Capital com auxílio de um dispositivo para desativar os alarmes. Assim como a gangue do guincho, as suspeitas seriam integrantes de uma facção paulista, com forte atuação dentro e fora dos presídios de Mato Grosso do Sul.
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