Golpe da locadora: polícia prende quadrilha em Corumbá e São Paulo

O chefe da quadrilha foi encontrado em Guarulhos e foi preso pela polícia paulista. No Mato Grosso do Sul, cinco pessoas presas em Corumbá

Operação contra o “golpe da locadora” prendeu uma quadrilha especializada em levar carros alugados no Brasil para venda ilegal na Bolívia nesta quinta-feira (8). Além das prisões, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Corumbá e São Paulo.

Chamada de Decepticons II, a operação é realizada por policiais civis de Corumbá e Ladário – a cerca de 413 quilômetros de Campo Grande.

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Drogas encontradas na casa do suspeito (Foto: Divulgação)

A ação visa combater um crime que no último ano se tornou ainda mais comum em Mato Grosso do Sul: criminosos alugam carros em São Paulo, dirigem até Corumbá ou Ladário e atravessam a fronteira para vender ilegalmente os veículos na Bolívia. Por isso, são cumpridos nesta quinta-feira, 12 mandados de prisão e quatro de busca e apreensão.

O chefe da quadrilha foi encontrado em Guarulhos e foi preso pela polícia paulista. Outros três mandados de busca e apreensão são cumpridos no estado, também em Guarulhos e na cidade de Jacareí. No Mato Grosso do Sul, até o meio da manhã, um endereço foi visitado pelas equipes e cinco pessoas presas em Corumbá.

Nas buscas por um dos alvos da operação, os policiais encontraram porções de pasta base, de cocaína e maconha.

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Suspeitos preso na operação desta manhã (Foto: Divulgação)
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Trio detido nesta manhã em Corumbá (Foto: Divulgação)

Prisões por tráfico

Nas primeiras horas do dia, os policiais de Corumbá foram até a casa de um dos integrantes do grupo criminoso: Manoel Paulo Reis Pereira da Silva. Morador do Conjunto Flamboyant, o suspeito foi preso e o imóvel vistoriado.

No quarto de Manoel, foram encontradas cocaína, maconha, dois tabletes de pasta base e uma balança de precisão. Outras duas pessoas estavam na casa e Maria Inêz Cavalcante Leal e Bruno Alexandre da Silva. Tanto o dono da casa, quanto a própria mulher, revelaram que parte da droga era dela.

Bruno usava tornozeleira eletrônica e carregava porções de maconha. Ele alegou que era usuário, mas acabou preso igual por tráfico de drogas. Os três respondem também por associação para o tráfico.

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