Grupo comandado por presos é alvo de operação contra tráfico interestadual
Polícia Civil cumpre mais de 40 ordens judiciais em Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Espírito Santo contra organização investigada por tráfico de drogas, uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro.
Um grupo criminoso investigado por tráfico interestadual de drogas, uso de documento falso e lavagem de dinheiro foi alvo da Operação Fourteen, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (12).
Ao todo, são cumpridas mais de 40 ordens judiciais, entre 17 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão. Também foram autorizadas medidas de quebra de sigilo telefônico, sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados, no valor de até R$ 500 mil.
As ações ocorrem em Cuiabá, Várzea Grande, Nova Monte Verde, Sinop, Primavera do Leste, Alta Floresta, Guarantã do Norte e Rondonópolis, em Mato Grosso. Há ainda investigações em andamento em municípios do Espírito Santo e do Rio Grande do Norte.
Investigação começou em 2024
As investigações integram a Operação Pharus e tiveram início em fevereiro de 2024, após a prisão em flagrante de uma das principais integrantes do grupo. Ela foi detida enquanto transportava oito tabletes de pasta base de cocaína em um ônibus intermunicipal.
Com o avanço das apurações, a Polícia Civil identificou uma rede estruturada e organizada para o tráfico interestadual de drogas. Segundo os investigadores, o esquema funcionava de forma hierarquizada e com divisão de tarefas.
Núcleos comandados de dentro do presídio
De acordo com a polícia, foram identificados três núcleos criminosos principais, liderados por reeducandos que continuavam coordenando as atividades ilícitas mesmo cumprindo pena no sistema penitenciário.
A análise técnica apontou que os investigados mantinham comunicação constante, orientavam novos integrantes e planejavam rotas de transporte de entorpecentes para diversos estados, como Goiás, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.
Para dificultar a ação policial, o grupo utilizava documentos falsos, mudava frequentemente de endereço, adotava comunicação cifrada e recrutava “mulas” para fazer o transporte das drogas entre os estados.

Lavagem de dinheiro
Além do tráfico, os investigados também são suspeitos de atuar na lavagem de dinheiro. Conforme a apuração, valores obtidos com a venda de drogas eram movimentados em contas bancárias de terceiros para esconder a origem ilícita dos recursos.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil representou pelas ordens judiciais, que foram autorizadas pela Justiça.
O material apreendido durante o cumprimento dos mandados será encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e deve reforçar o inquérito policial, que tramita sob sigilo.
Os presos serão encaminhados ao sistema penitenciário e permanecerão à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, aprofundar o levantamento patrimonial e mapear as rotas usadas pelo grupo criminoso.
Leia mais
Mais lidas - 1 Homem é suspeito de matar e estuprar irmã uma semana após sair da prisão em Cuiabá
- 2 Prefeitura vai retirar 12 famílias de área de risco e pagar auxílio de R$ 900 em Poconé
- 3 Suspeito de matar irmã tinha sido solto há uma semana por possível falha; juiz aciona CNJ
- 4 Motorista de app é encontrado morto após sair para trabalhar em Cuiabá
- 5 Homem é preso por criar galinhas, patos e porcos em quintal de casa
- 1 Homem é suspeito de matar e estuprar irmã uma semana após sair da prisão em Cuiabá
- 2 Prefeitura vai retirar 12 famílias de área de risco e pagar auxílio de R$ 900 em Poconé
- 3 Suspeito de matar irmã tinha sido solto há uma semana por possível falha; juiz aciona CNJ
- 4 Motorista de app é encontrado morto após sair para trabalhar em Cuiabá
- 5 Homem é preso por criar galinhas, patos e porcos em quintal de casa





