Idosa vai a júri por esquartejar marido em Selvíria

A data do julgamento, contudo, ainda não foi definida

A Justiça determinou que Aparecida Graciano de Souza, de 62 anos, seja submetida a julgamento pelo assassinato do marido dela, Antônio Ricardo Cantarin, 63, ocorrido há quase um ano em Selvíria, município a 300 km de Campo Grande.

Aparecida Graciano de Souza
Aparecida, de 61 anos, que envenenou e esquartejou o marido em Selvíria. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Na ocasião, após matar o marido envenenado, a idosa esquartejou a vítima, colocou as partes do corpo em uma mala e os lançou à margem da BR-158.

Aparecida está presa desde o dia 26 de maio do ano passado, quatro dias após o crime.

Ao analisar o caso, o juiz Rodrigo Pedrini Marcos, da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas, argumentou que a materialidade do assassinato está comprovada, tanto por meio de imagens como por laudos periciais.

O juiz salientou que a própria acusada confessou o crime, e também citou os indícios apontados por testemunhas que também confirmaram a ligação da idosa com o assassinato.

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“Presentes indícios de autoria e provada a materialidade, o único caminho viável a ser seguido é a pronúncia nos termos denunciados, cabendo ao soberano Conselho de Sentença analisar e decidir sobre as teses das partes, sem qualquer influência por parte do juiz singular”.

Rodrigo Pedrini Marcos, da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas.

A data do julgamento, contudo, ainda não foi definida.

O crime

As investigações do caso começaram após os restos mortais da vítima, serem encontrados em mala e sacos de lixo, à margem da rodovia. Durante a apuração foi constatado que o crime ocorreu no dia 22 de maio de 2023, na residência do casal, na rua Sebastião Mirão da Silva, região central de Selvíria.

Ao ser presa, a companheira da vítima confessou que matou o homem envenenado depois de uma série de contradições. Aparecida reclamou que não era valorizada pelo marido de quem ela cuidava desde que ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral)

Por isso, diluiu veneno de rato em um copo d’água e deu ao marido. Em seguida, ela esquartejou o corpo e chegou a guardar as partes da vítima em um freezer antes de decidir se desfazer dos restos mortais.

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