Incêndio no Monte Castelo revela 29ª vítima de feminicídio em MS

Anderson Cylis Saochine, de 49 anos, teria matado Gisele e se suicidado depois

Um incêndio registrado na noite desta quinta-feira (2) revelou o 29º feminicídio em Mato Grosso do Sul. O caso foi registrado no bairro Monte Castelo, em Campo Grande, vitimando Gisele da Silva, de 40 anos, e Anderson Cylis Saochine, de 49, que se suicidou em seguida.

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(Foto: Redes Sociais)

De acordo com o boletim de ocorrência, vizinhos acionaram o Corpo de Bombeiros após perceberem chamas em uma residência. No local, os agentes encontraram um veículo em chamas dentro da garagem, onde estava o corpo carbonizado de Anderson. Já no interior da casa, no quarto do casal, foi localizado o corpo de Gisele.

Conforme relatos, o casal vinha enfrentando conflitos e estavam passando por processo de separação. Segundo a irmã de Gisele, a vítima chegou a relatar uma discussão poucas horas antes do ocorrido.

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A perícia identificou vestígios de sangue em diferentes cômodos da residência e apreendeu uma faca e recipientes com líquidos inflamáveis. A dinâmica inicial apontada pela investigação é de que Anderson teria atentado contra a vida de Gisele e, em seguida, provocado o incêndio e tirado a própria vida.

O crime contra Gisele é o 29º caso de feminicídio em MS até o mês de outubro de 2025. Conforme dados da Sejusp, o Estado registrou 35 feminicídios em 2024.

Medidas protetivas de urgência

Em 2024, Mato Grosso do Sul foi o 2º estado com mais medidas protetivas de urgência distribuídas, totalizando 16.156 registros — uma taxa de 1.103,1 por 100 mil habitantes.

Do total, 13.762 medidas foram concedidas. Ainda assim, 2.283 medidas protetivas foram descumpridas pelos agressores, demonstrando a persistência da vulnerabilidade das vítimas mesmo após a intervenção judicial.

Denuncie

⚠️ Violência doméstica, seja psicológica, física ou verbal, é crime! Saiba como denunciar:

  • Emergências: se a agressão estiver acontecendo, ligue no número 190 imediatamente;
  • Denúncias: ligue para o número 180. O serviço de atendimento é sigiloso e oferece orientações para denúncias sobre violência contra mulheres. O telefonema pode ser feito em qualquer horário, todos os dias. Também é disponível um WhatsApp – (61) 9610-0180;
  • Perigo: procure a delegacia mais próxima e acione a polícia, por meio do 190.

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