Indígenas bloqueiam MS-162 em Dourados contra o marco temporal
Aproximadamente 50 indígenas participam da manifestação, incluindo mulheres e crianças
Um grupo de indígenas iniciou um bloqueio no Anel Viário Norte de Dourados, na MS-162, no início da tarde desta quinta-feira (11). Aproximadamente 50 indígenas participam da manifestação, incluindo mulheres e crianças.

A interdição ocorre na altura do Posto Litoral, em uma das rotas que dão acesso ao Aeroporto Francisco de Matos Pereira, à UFGD, à UEMS e ao município de Itaporã.
De acordo com o primeiro-tenente Rodrigo Fróes Galuci, responsável pela base local, o bloqueio teve início por volta das 14h30.
O motivo do protesto, segundo cartazes exibidos no local, é a insatisfação com a votação do marco temporal no Senado Federal. A PMR (Polícia Militar Rodoviária) e equipes da Polícia Militar acompanham a mobilização.
A previsão inicial de liberação da via era às 17h, mas novas interdições estão previstas para esta sexta-feira (12).
O tenente Jeferson Douglas Barbosa de Jesus, da PM, confirmou que a PMR está à frente da operação, com apoio de equipes da Força Tática e do 3º Batalhão de Polícia Militar.
“Eles bloquearam a MS-162 em frente ao Posto Litoral. Pelo que sabemos até o momento, a motivação é a insatisfação com o marco temporal, votado pelo Senado Federal”, explicou.
Moradores da Aldeia Bororó afirmaram não ter sido comunicados previamente sobre o ato. O indígena Diogo Brites relatou que a mobilização ocorre em uma área de retomada próxima à aldeia, organizada por outro grupo.
“Até nós ficamos surpresos, porque não houve articulação geral. Alguns moradores ficaram indignados, porque ninguém foi comunicado. Essa mobilização é daquela retomada próxima ao posto, não da aldeia atual”, disse.
Com o bloqueio, quem trafega no sentido Itaporã–Campo Grande precisa entrar em Dourados para depois acessar a BR-463. A rota também afeta motoristas que seguem para o aeroporto e universidades.
A PM orienta que condutores busquem rotas alternativas e reforça que permanece no local monitorando a situação.
A reportagem segue acompanhando o caso e atualizará as informações assim que houver novas definições sobre a liberação da via e a continuidade dos protestos.
Marco Temporal
Terminou nesta quinta-feira (11) a fase de apresentação de argumentos em quatro ações em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a Lei do Marco Temporal (Lei 14.701/2023) para a demarcação de terras indígenas.
Nas sessões de quarta e quinta-feira, a Corte ouviu representantes das 11 partes nas ações e de 27 instituições admitidas como interessadas no processo.
Após a conclusão das sustentações orais, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu o julgamento e informou que a data da análise de mérito será definida posteriormente.
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