Investigado por caixa 2, prefeito de Sorriso tem casa vasculhada pela PF
Polícia Federal investiga possível rede de financiamento irregular para custear campanha eleitoral que elegeu Alei Fernandes prefeito de Sorriso.
O prefeito de Sorriso (MT), Alei Fernandes (União), foi alvo de busca e apreensão durante a terceira fase da Operação Rustius, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (5), que investiga fraudes nas eleições de 2024. Ele também teve as contas bancárias bloqueadas e R$ 608 mil sequestrados, além da casa vasculhada.
Segundo a Polícia Federal, ele e outras 22 pessoas foram indiciados por crimes eleitorais. Destas, 21 foram alvos de omissão ou inserção de informações falsas na prestação de contas da campanha eleitoral, prática conhecida como “caixa dois”, e crimes contra o sistema financeiro nacional e contra a economia popular, relacionados à concessão irregular de empréstimos.
De acordo com a Polícia Federal, foi identificado um esquema estruturado de financiamento ilícito de campanha. O modelo incluía empréstimos clandestinos para abastecer a campanha eleitoral, distribuição de valores por meio de terceiros, triangulação de despesas com campanhas de vereadores, pagamentos em dinheiro a prestadores de serviço e ocultação deliberada de gastos na prestação de contas.
Ainda segundo a PF, o volume de recursos não contabilizados teria alterado de forma significativa o patamar real de valores gastos na disputa eleitoral.

O advogado do prefeito, Rodrigo Cyryneu, informou que ainda não teve acesso ao teor da operação, mas que Alei Fernandes já havia sido alvo da mesma investigação e inocentado pela Justiça Eleitoral.
“A partir do momento em que tomarmos conhecimento do conteúdo, adotaremos as medidas necessárias, sempre respeitando e acatando as decisões judiciais. No entanto, se entendermos que há alguma ilegalidade, tomaremos as providências cabíveis, como já fizemos em outras ocasiões”, afirmou.
Denúncia de caixa 2
Em dezembro de 2024, Alei Fernandes foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por suposto uso de dinheiro ilícito durante a campanha eleitoral de 2024. A denúncia apontou crimes de caixa 2 e recebimento de doações de pessoas jurídicas, prática proibida pela legislação eleitoral.
Conforme a investigação da Polícia Federal, os candidatos teriam se beneficiado de um esquema que envolveu a captação de doações ilegais. Essas doações não foram declaradas na prestação de contas oficial da campanha.
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