Investigador suspeito de estuprar detenta é afastado compulsoriamente

Elbesom de Oliveira, que está em prisão preventiva, também será alvo de ação disciplinar na Polícia Civil

O investigador Elbelsom de Oliveira, de 41 anos, preso preventivamente sob a suspeita de ter estuprado uma detenta, 28, na delegacia de Sidrolândia, foi afastado compulsoriamente do cargo nesta quarta-feira (20). Ele deverá entregar sua arma e carteira funcional e terá todas as senhas de acesso ao sistema policial suspensas.

Sala lilás estupro detenta
Sala onde detenta foi vítima de abuso sexual (Divulgação)

A medida assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Rogério Faria Custódio, foi publicada no Diário Oficial do Estado e vale enquanto durar a prisão do suspeito. Além de responder judicialmente pelo crime, Elbesom será alvo de ação disciplinar na polícia.

Investigador é preso por estupro

No dia 12 de abril, o investigador foi preso em flagrante suspeito de estuprar uma detenta na delegacia de Sidrolândia, a 57 quilômetros de Campo Grande. Segundo denúncia, na noite anterior à prisão, a vítima foi retirada de uma das celas e levada para outra sala do prédio, onde foi abusada sexualmente pelo servidor que atuava na Polícia Civil desde 2015.

Segundo apurado pela reportagem, conforme as informações do boletim de ocorrência, após o abuso, o suspeito ainda teria tentado comprar o silêncio de detentos que perceberam a vítima muito abalada, após retornar à cela.

O caso só foi descoberto um dia depois do crime, ocasião em que estes outros detentos solicitaram a presença de uma delegada da cidade. O investigador foi preso.

Caso de estupro contra presa foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia (Foto: Divulgação/PCMS)
Detenta foi violentada em sala da delegacia de Sidrolândia (Foto: Divulgação)

Justiça manda soltar a detenta

Após a denúncia de estupro, a detenta teve o direito de responder ao processo em liberdade. Ela tinha sido presa por tráfico de drogas e ficaria atrás das grades durante todo o decorrer do processo.

Mas depois de ter sido vítima de abuso, o juiz entendeu que a integridade física e psicológica dela não poderia ser garantida se ela continuasse encarcerada.

Ela foi colocada em liberdade, deixou Mato Grosso do Sul, mas é obrigada a avisar sobre qualquer mudança de endereço.

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