Jornalista preso durante operação sobre morte de Nery é solto após pagar fiança
O casa do jornalista, localizado em um condomínio no bairro Santa Cruz, foi alvo de ordens judiciais cumpridas na segunda-feira (26), pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Cláudio Natal – que se apresenta como jornalista e perito – foi liberado após pagar fiança nesta terça-feira (26), horas depois de ter sido preso por porte ilegal de munições de arma de fogo durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua casa, em Cuiabá.

A ação fazia parte das investigações que apuram o assassinato do advogado Renato Nery, executado a tiros em julho de 2024, na capital.
A Polícia Civil suspeita que Cláudio Natal tenha participado do esquema criminoso por meio da alteração de documentos e assessoramento a escritórios de advocacia.
A casa do jornalista, localizado em um condomínio no bairro Santa Cruz, foi alvo de ordens judiciais cumpridas na segunda-feira (26), pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Durante a busca, os policiais encontraram munições, o que motivou a prisão em flagrante. No entanto, após prestar depoimento, ele foi liberado mediante pagamento de fiança. A quantia paga não foi divulgada.
Envolvimento no caso Renato Nery
Além das suspeitas de fraude documental, Cláudio também teria entrado em contato com a suposta mandante do crime, solicitando recursos para o pagamento de advogados que fariam a defesa de policiais envolvidos no homicídio.
A ligação, segundo os investigadores, ocorreu cerca de 15 dias antes das primeiras prisões relacionadas ao caso.
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Investigação do homicídio de Renato Nery
O advogado Renato Nery, de 72 anos, foi executado a tiros no dia 5 de julho de 2024, quando chegava ao seu escritório em Cuiabá. Ele chegou a ser socorrido e passou por cirurgia em um hospital particular, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil já concluiu a primeira fase do inquérito, com o indiciamento de um caseiro e de um policial militar, apontados como autores da execução. Ambos responderão por homicídio qualificado por promessa de recompensa e por dificultar a defesa da vítima.
As investigações também identificaram um casal de Primavera do Leste, os empresários Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi, como os supostos mandantes do crime, motivado por uma disputa de terras.
A DHPP investiga os materiais apreendidos na casa de Cláudio Natal e em outros endereços ligados ao inquérito. A defesa do jornalista ainda não se manifestou sobre as acusações.
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