Jovem foi torturado até a morte após emboscada de pai e filho em MS
Antônio Sérgio de Souza, de 50 anos, e o filho Jackson Vieira de Souza, de 31, suspeitavam que a vítima havia furtado a oficina da família
Enquanto o paradeiro do corpo de Matheus Henrique Ponce Fagundes, de 21 anos, é incerto a Polícia Civil reúne elementos que atribuem o desaparecimento e o assassinato da vítima a pai e filho, presos suspeitos de assassinar o rapaz.

Antônio Sérgio de Souza, de 50 anos, e o filho Jackson Vieira de Souza, de 31, são suspeitos de terem atraído a vítima até uma oficina de Campo Grande. No local, eles torturaram Matheus e depois de assassiná-lo desovaram o corpo da vítima, apurou a reportagem.
Emboscada
A dupla suspeitava que Matheus teria furtado a oficina da família. Dentre os objetos surrupiados estava um macaco hidráulico, o item mais caro da lista de pertences levados do estabelecimento.
Eles teriam saído à procura do assaltante e descobriram que Matheus estava em posse de alguns dos itens de menor valor. Para tentar se vingar do suposto ladrão, pai e filho disseram que estavam interessados em comprar as ferramentas e marcaram a falsa negociação na oficina.
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No local, o jovem foi amarrado e torturado até a morte. Desde então Matheus não foi mais visto. O desaparecimento do jovem foi registrado pela família em abril do ano passado.
A data exata do crime e mais detalhes sobre as circunstancias do assassinato devem ser divulgados pela DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), que investiga o caso, após a conclusão do inquérito policial.
O resultado da investigação deve ser encaminhado ao poder judiciário em até 10 dias, conforme a delegacia.
Indiciados
Nenhum dos dois suspeitos confessou o crime ou revelou o local onde está o cadáver do jovem, ainda conforme apuração da reportagem. Entretanto, a força-tarefa da DHPP já reuniu elementos suficientes que comprovam a relação de ambos com o crime.
Antônio e Jackson foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, mediante tortura e por meio que torna impossível a defesa da vítima e ocultação de cadáver.
Os dois suspeitos já estavam presos temporariamente desde o dia 5 de julho. Com o andamento da investigação a delegacia pediu a conversão da prisão em preventiva, que foi deferida pela Justiça e cumprida nesta quinta-feira (3).
As ordens de prisão foram expedidas pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
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