Jovem pede “táxi” em ligação à PM e é resgatada de agressões em fazenda

Quem atendeu a ligação foi o comandante do 15º BPM (Batalhão da Polícia Militar) de Maracaju

Uma mulher de 25 anos, vítima de agressão por um homem de 23, foi salva ao ligar para a PM (Polícia Militar) e simular o pedido de um táxi, em uma fazenda na zona rural de Maracaju. Quem atendeu o pedido de socorro foi o tenente-coronel Nelson Vieira Tolotti, comandante do 15º BPM (Batalhão da Polícia Militar) de Maracaju. Nelson estava prestes a entrar em uma reunião quando recebeu a ligação.

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Print da conversa entre a vítima e o policial. (Foto: Divulgação)

“Assim que atendi a ligação, ela disse que queria pedir um táxi. Eu expliquei que era policial militar, não taxista, e então ela respondeu: ‘É isso mesmo’. Foi quando eu entendi.”

Tenente-coronel Nelson Vieira Tolotti.

Enquanto estava na ligação com a vítima, Nelson conta que ainda ouviu o suspeito dizendo ao fundo que era para ela “colocar a ligação no viva-voz”.

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Viatura da PM na propriedade onde a vítima foi salva. (Foto: Divulgação)

Para não levantar suspeitas do agressor, o tenente-coronel entrou em contato com a vítima pelo WhatsApp, pedindo que ela enviasse a localização da propriedade, que fica a 61,4 km de Maracaju.

O comandante então enviou uma equipe ao local, e os policiais resgataram a vítima na manhã desta terça-feira. Aos PMs, a mulher confirmou que havia sido agredida pelo suspeito com socos e puxões de cabelo.

O agressor teria usado um martelo e uma faca para ameaçá-la. A vítima, inclusive, possui uma medida protetiva contra o rapaz, após ter sido agredida por ele em fevereiro. Não ficou claro se os dois haviam reatado o relacionamento logo após a primeira ocorrência, ou se estavam separados, conta o comandante.

No total, o suspeito tem sete passagens pela polícia, Tolotti.

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Policiais que atuaram na prisão do suspeito. (Foto: Polícia Militar)

O rapaz foi preso e encaminhado para a delegacia de Maracaju, onde será autuado por violência doméstica. Já a vítima foi encaminhada para o Hospital Soriano de Maracaju, onde passa por exames.

De acordo com o tenente-coronel Tolotti, a rede de proteção à mulher de Maracaju também foi acionada para prestar todo o apoio necessário.

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