Julgado pela 5ª vez, serial killer acumula penas que ultrapassam 81 anos de prisão
O serial killer confessou ter cometido sete homicídios em Campo Grande
Em seu 5º julgamento, o pedreiro Cleber de Souza Carvalho, de 45 anos, foi condenado a mais 18 anos e seis meses de prisão em regime fechado pela morte do comerciante José Leonel Fernandes dos Santos, de 60 anos. Este foi o primeiro dos sete homicídios cometidos pelo serial killer a ser descoberto pela polícia. A mulher dele, Roselaine Tavares Gonçalves também foi julgada neste caso, mas terminou absolvida pelo crime.

Somadas as penas do serial killer ultrapassam os 81 anos de reclusão. No dia 1º de fevereiro ele foi a júri pela primeira vez e acabou condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Depois disso, foi condenado a mais 18 anos e 15 anos, respectivamente.
No último dia 8 de março, Cleber foi condenado a mais 15 anos de prisão pela morte de Claudionor Longo Xavier, de 47 anos.
Defesa
O advogado Dhyego Fernandes disse à reportagem do Primeira Página que vai recorrer da sentença de Cleber. “Consideramos exagerada”, disse. Em relação ao caso de Roselaine, ele declarou que ” a defesa sai satisfeita com o resultado. A verdade prevaleceu Roselaine nunca participou de nenhum crime. A justiça foi a sua absolvição”.
Ação do serial killer
Cleber contou que José Leonel foi indicado por uma outra comerciante, dona de uma casa onde o pedreiro morava com a esposa e a filha. Como o local era considerado pequeno para os três, o serial killer indicou que estava procurando outro lugar, sendo aconselhado a procurar por José Leonel.
O casal chegou a ir à casa indicada pela antiga locatária, mas a esposa de Cleber teria ficado insatisfeita com a falta de privacidade, já que uma porta era colada com a outra.
Cleber ainda afirma ter passado, dias depois, em frente à casa, ocasião que foi abordado pelo comerciante. “Ele perguntou se ele eu não ia alugar a casa expliquei a situação”, foi aí que Leonel teria feito uma nova proposta, onde Cleber ficaria responsável pela forma do imóvel e também alugaria o espaço por pouco mais de 500 reais.
O pedreiro começou a reforma fechando a porta que ligava a casa do comerciante aos cômodos do fundo. Porém, José Leonel teria mudado de ideia.
“Chegou com ar de brutalidade, não sei porquê. Começamos a discutir, perguntei “o senhor não tem palavra?”, contou ao júri.
No meio da confusão, Cleber diz ter pensado que o comerciante pegaria uma faca e o atingiu primeiro. Usou o cabo da chibanca e acertou três golpes na cabeça da vítima, que caiu já morta.
O corpo do comerciante foi arrastado até os fundos e deixado em um dos cômodos. Cleber lavou e limpou o local e só voltou para enterrar depois de ter matado Timóteo, no dia seguinte. O corpo de Leonel foi jogado em uma cova rasa aberta nos fundos da propriedade.
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