Mãe viu adolescente morrer com tiro de chumbinho; “estou destruída”
A vítima e um amigo, adolescente de 15 anos, brincavam de roleta-russa na casa do vizinho quando o incidente aconteceu; o jovem fugiu depois do disparo
“Gritei socorro, me ajudaram a socorrer meu filho. Mas ele morreu aqui mesmo”.
Era tarde de quinta-feira, dia 3 de novembro e já passava das 17 horas quando o barulho de tiro vindo da casa da frente chamou atenção de Lucerne Arce, de 40 anos e do marido. Juntos, saíram para ver o que estava acontecendo e encontraram o filho adolescente caído. “Meu filho já estava caído no portão. Eu achei que ele estava tendo uma overdose, depois que fui ver o tiro”.

O filho de Lucerne foi ferido em uma “brincadeira”, um tiro acidental disparado pelo melhor amigo dele, que tem apenas 15 anos.
Enquanto tenta entender o que aconteceu, a mulher que mora com a família do Jardim Los Angeles lembra das últimas horas de vida do filho. O menino de 17 anos passou a tarde na casa do vizinho, com o amigo de 15 anos. A brincadeira do dia, conta Lucerne, era atirar com uma espingarda de chumbinho.
A arma, pertencia ao vizinho da família, que mais tarde precisou sair, mas deixou os dois adolescentes na sua casa, sozinhos. “Ele disse que não podia mexer, guardou a espingarda e foi resolver as coisas dele”. O dois meninos, no entanto, não seguiram a ordem.
Com a arma nas mãos, começaram a brincar de roleta-russa. Uma das tentativas, no entanto, fez a espingarda realmente disparar. O adolescente foi atingido na região das costas, abaixo do braço.
“Ele morreu aqui mesmo. Nos meus braços, de frente para a minha casa”, lembrou a mãe da vítima.
Depois do tiro, o outro adolescente fugiu, mas para Lucerne, não há dúvidas de que a morte do filho foi um acidente. “Foi uma brincadeira, os dois eram amigos, não vejo maldade. Para mim, como mãe foi um acidente”, explicou. O vizinho da família não tinha porte de arma e só soube do que havia acontecido quando o amigo já estava morto. “O vizinho foi saber de tudo no UPA (Unidade de Pronto Atendimento), lá que informamos que a arma era dele”.
Apesar disso, a dor de perder o filho não diminuiu, nem ficou mais fácil de entender. “Estou destruída. É horrível, ele tinha uma vida pela frente”, lamentou.
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O caso vai ser investigado pela Polícia Civil. Todas as testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias para confirmar em que momento a espingarda disparou e feriu o adolescente, que teve o nome preservado na matéria por ser menor de idade.
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