Marcelly descobriu dengue 2 dias antes de morrer em UPA
Marido contou à polícia, em depoimento, que a assistente social voltou a procurar atendimento após passar mal; ela morreu 4 horas após a triagem
Marcelly Almeida, de 33 anos, pode ter morrido por complicações provocadas pela dengue. A hipótese foi levantada após a família da assistente social informar à Polícia Civil que ela descobriu a doença no último domingo (21).

Laudo de exame realizado no Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal) de Campo Grande, com resultado previsto para sair ainda nesta quarta-feira (24), irá confirmar a causa da morte.
“Hoje vamos saber se ela faleceu de dengue ou se foi taquicardia, como o médico está suspeitando. Porque a pressão, quando ela baixa muito, realmente falta oxigenação no coração e dá taquicardia. A dengue baixa a pressão, isso já é constatado pelos médicos, e a pressão baixa leva a taquicardia”, explicou a delegada Joilce Silveira Ramos, que registrou o caso.
Em entrevista coletiva, nesta tarde, a delegada também explicou as linhas de investigações que apuram a morte da assistente social.
Segundo Joilce, o médico que atendeu a mulher, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino – onde ele morreu na tarde de terça-feira (23) – pode responder por homicídio culposo, caso fique comprovado que houve uma destas três falhas: imprudência, imperícia ou negligência.
O que é cada uma delas?
Joilce explica:
- Imperícia: “é quando ele, mesmo formado, não tem capacidade pra exercer o cargo e acaba ministrando um remédio errado, por exemplo”.
- Negligência: “ele não age, deveria dar um medicamento e não deu”.
- Imprudência: “ele dá o medicamento correto, mas de forma errada. Não teve atenção, não teve cuidado. Então, se foi por causa da demora, seria a imprudência”.
Na busca por respostas e para tentar identificar se uma das três situações anteriores aconteceu, a polícia vem realizando oitivas. Familiares já foram ouvidos, agora, pessoas que procuraram atendimento na mesma data que Marcelly, assim como funcionários da UPA, também vão prestar depoimento.

Além disso, a polícia também está em busca de outros métodos para tentar entender o que realmente aconteceu.
“Através de testemunhas e de câmeras que a gente vai verificar. A gente leva muito em consideração a palavra dos familiares, mas também leva muito em consideração dos outros pacientes que estavam lá”, declarou Joilce.
Quatro horas depois
Ainda segundo a delegada, o marido de Marcelly contou ter chegado à unidade de saúde com a esposa reclamando de fortes dores. Ela passou por triagem, onde a pessoa responsável pelo atendimento classificou a paciente na cor amarela, sem gravidade.
“No caso, essa profissional constatou que não era grave a situação e que ela poderia aguardar e infelizmente ela não conseguiu aguardar. Quando ela vomitou, segundo o esposo dela, depois de duas horas que ela havia passado pela triagem, ela começou a vomitar mais forte e aí ele pediu ajuda, e nesse momento o médico atendeu”, informou a delegada.
Foi nessa hora que a classificou de Marcelly mudou para vermelha. Ela foi levada para uma sala e só duas horas depois é que o marido foi ter notícias. “Ele bateu na porta pedindo informações de como estaria a esposa dele e, nesse momento, ele recebeu a notícia que ela já estava morta”.
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