“Matador de polícia”: mortos pelo Choque em Campo Grande acumulavam 16 passagens
Marcus Vinicius Ortiz de Oliveira, de 24 anos, e Luan Espíndola, de 19, foram baleados após dispararem contra os policiais, durante perseguição, na noite desta sexta-feira (10)
Mortos em troca de tiros com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Marcus Vinicius Ortiz de Oliveira, de 24 anos, e Luan Espíndola, de 19, tinham extensa ficha criminal. Juntos, os suspeitos acumulavam 16 passagens pela polícia, conforme o batalhão.

Marcus Vinicius foi preso por homicídio, em 2021, mas também acumulava quatro passagens por receptação, desobediência, roubo e ameaça. O jovem tinha uma palhaço tatuado na panturrilha e nas costas, símbolo conhecido no mundo do crime por identificar quem é “matador de polícia”.
Já Luan, com apenas 19 anos, acumulava nove crimes na ficha criminal. Desde 2017 o suspeito teve duas passagens por tráfico de drogas, três por lesão corporal, resistência, adulteração de veículo, furto e roubo.

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Troca de tiros
Policiais da 6ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) realizavam policiamento na região do Bairro Universitário, na noite desta sexta-feira (10), quando desconfiaram do comportamento suspeito da dupla. Luan e Marcus estavam em um veículo Honda Civic, desobedeceram as ordens de parada dos policiais e saíram em fuga.
Foi solicitado reforço do Batalhão de Choque e durante a perseguição, os criminosos abriram fogo contra os policiais. Conforme o batalhão, Marcus e Luan dispararam contra os policiais na Rua Ênio Cunha, os militares revidaram e atingiram a dupla.
Os suspeitos ainda foram socorridos até à Upa (Unidade de Pronto Atendimento Comunitário) do Universitário, mas não resistiram aos ferimentos. Marcos portava um revólver calibre 38 com 6 munições e Luan estava com um revólver calibre 32.
Perícia e delegado de Polícia Civil estiveram no local do tiroteio. O veículo, após ser liberado pela perícia, foi guinchado. As armas dos suspeitos e dos policiais foram entregues na Depac Cepol e o caso deve ser investigado pela delegacia de homicídios.
A Polícia Militar também deve abrir procedimento para apurar as circunstâncias da ação policial que terminou em duas mortes. Esse é um procedimento padrão nessas situações.
Em uma semana, quatro suspeitos de crimes foram mortos em confronto com os pm’s do Batalhão de Choque.
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