Mecânico que matou funcionário se apresenta e fala em tiro acidental
Edson Castilho de 40 anos, dono da oficina em que a vítima trabalhava, estava acompanhado de dois advogados e não quis falar com a imprensa
Mecânico que matou um funcionário com tiro acidental, em uma oficina no bairro Vila Moreninha, se apresentou à polícia após 10 dias do ocorrido. Marcos da Costa Pedroso, foi atingido na região das costas e deixado por colegas de trabalho na UPA Moreninhas.

Edson Castilho de 40 anos, dono da oficina em que a vítima trabalhava, estava acompanhado de dois advogados e não quis falar com a imprensa. A defesa apresentou uma testemunha que será ouvida pelo delegado.
Em entrevista ao Primeira Página, a defesa do mecânico, contou que após o ocorrido ele quis se apresentar o mais rápido possível, mas isso não aconteceu por conta da incompatibilidade de agendas na 5ª Delegacia de Polícia. Na época não havia mandado de prisão em aberto para o suspeito.

À policia foram entregues uma arma de 9 milímetros de onde saiu o disparo. Edson alegou que o tiro foi acidental. Foram entregues também imagens do circuito interno de segurança, onde aparecem os funcionários prestando socorro à vítima.
Ainda conforme o depoimento do mecânico, ele estava desarmando o revólver quando o mesmo acabou disparando e acertando o funcionário, que segundo os advogados, se tratavam como pai e filho. Ambos eram amigos há 7 anos.
Arma
Conforme o advogado Willian Maksoud o empresário tinha a arma como proteção, já que a sua oficina mecânica havia sido alvo de furto algumas vezes.
A arma tinha toda a documentação e era considerada legal.
Tiro acidental
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no dia 28 de outubro, Marcos foi deixado por colegas com um tiro nas costas na UPA Moreninha consciente e orientado.
A vitima chegou a ser questionado por uma enfermeira sobre o que havia acontecido, mas por conta do tiro não conseguiu falar.
A Guarda Municipal Metropólitana foi acionada e ao chegar na unidade de saúde Marcos já estava morto. A Polícia Militar foi acionada e realizou diligências na oficina, mas ela estava fechada e nem a perícia conseguiu entrar no local.
O caso na época foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como morte a esclarecer, fraude processual, se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal, ainda que não iniciado, as penas aplicam-se em dobro a homicídio simples.
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