Médico detido por assédio já tinha sido preso por ameaça em hospital; veja coleção de polêmicas
Preso em flagrante por assédio na UPA Pascoal Ramos, Ruy de Souza Gonçalves foi acusado de importunação sexual após pedir beijos a uma paciente durante a consulta.
O médico e advogado Ruy de Souza Gonçalves, de 67 anos, preso nesta segunda-feira (16) por importunação sexual a uma paciente na UPA Pascoal Ramos, em Cuiabá, acumula um histórico marcado por polêmicas e condutas questionáveis.

Após ser demitido em fevereiro de 2023 do Hospital Estadual Santa Casa por insubordinação, o médico tentou entrar na unidade disfarçado, vestindo jaleco, máscara e gorro.
O profissional já havia sido exonerado em 2015 por faltas recorrentes e, em 2017, protagonizou um episódio de invasão no gabinete de uma juíza no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Duas demissões e tentativa de invasão
Ruy foi demitido pela primeira vez em 2015, durante a gestão do então prefeito Mauro Mendes (União), após uma auditoria revelar que ele faltou 172 dias em um período de 311 dias, descumprindo grande parte de sua carga horária na rede municipal de saúde.
Em fevereiro de 2023, Ruy foi demitido novamente, desta vez, do Hospital Estadual Santa Casa, sob acusação de insubordinação.
Meses após a demissão, em 28 de outubro do mesmo ano, ele tentou entrar no hospital disfarçado, usando jaleco, máscara e gorro, aproveitando o momento em que um paciente era conduzido em uma maca. A tentativa foi flagrada e gerou repercussão. Veja vídeo abaixo:
Em novembro do mesmo ano, Ruy teve a prisão decretada por descumprir medidas cautelares. Ele estava proibido de se aproximar da diretora da Santa Casa, que tinha o denunciado por injúria e ameaças.
Segundo a decisão da juíza Maria Rosi de Meira Borba, Ruy representava risco à integridade física e psicológica da vítima.
Invasão de gabinete
Em 2017, atuando como advogado, Ruy invadiu o gabinete de uma juíza do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para tirar satisfação de uma decisão desfavorável em um processo no qual ele representava a si mesmo.
Na ocasião, ele acusou a magistrada de tê-lo chamado de “moleque”, episódio que levou o TJMT a recomendar que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) analisasse sua conduta profissional.
Prisão por importunação sexual
O caso mais recente ocorreu nesta segunda-feira (16), quando Ruy foi preso em flagrante por importunação sexual. Durante o atendimento a uma paciente de 32 anos na UPA Pascoal Ramos, ele insistiu em pedir beijos, o que foi registrado em áudio pela vítima. Em um trecho, ele diz: “Dá um beijo. Dá um beijo. Não, não, dá um beijo. Eu acho que isso não vai ajudar”.
Após o atendimento, a paciente acionou a Polícia Militar, que conduziu Ruy à delegacia. Ele teve a prisão em flagrante decretada e aguarda audiência de custódia para determinar se responderá em liberdade ou permanecerá preso.
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