Metade dos municípios de MT ainda não tem Defesa Civil para enfrentar desastres
Falta de estrutura dificulta a prevenção de incêndios, estiagens e enchentes, além do acesso a recursos em situações de emergência, alerta o Estado.
Mato Grosso ainda enfrenta um desafio importante para responder aos eventos climáticos extremos. Segundo a Defesa Civil Estadual, cerca de 50% dos municípios não possuem coordenadorias municipais de Proteção e Defesa Civil, estrutura considerada essencial para prevenir desastres, organizar ações de resposta e garantir acesso a recursos estaduais e federais em situações de emergência.
O cenário foi debatido nesta quarta-feira (29), durante uma capacitação promovida pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com apoio da Defesa Civil do Estado. O encontro reuniu prefeitos e gestores municipais para orientar sobre medidas de prevenção e preparação diante de enchentes, estiagens prolongadas, incêndios florestais e crises no abastecimento de água.

O presidente da AMM, Hemerson Maninho, destacou que os municípios precisam investir em planejamento para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos.
“Os municípios precisam estar preparados para agir de forma preventiva e rápida. Estamos buscando orientar as prefeituras para que tenham condições de estruturar suas equipes e acessar os mecanismos de apoio disponíveis. Uma das principais medidas é a criação das coordenadorias municipais de Defesa Civil, que vão auxiliar na prevenção de riscos, na proteção da população e no acesso aos investimentos destinados ao enfrentamento de situações emergenciais”, afirmou.
De acordo com o secretário-adjunto de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso, coronel Marcelo Reveles, a atuação municipal é a base de todo o sistema de proteção.
“O sistema de proteção e defesa civil é composto por três elos muito importantes, e o primeiro deles é o municipal. Um município com uma coordenadoria bem estruturada faz toda a diferença na preparação para o enfrentamento de situações perigosas, no mapeamento diário dos riscos e na mitigação dos problemas”, explicou.

O coronel ressaltou que as prefeituras precisam intensificar o monitoramento dos impactos da estiagem, especialmente diante da aproximação do período mais crítico do ano.
“É necessário verificar como estão os mananciais, as captações de água, a manutenção dos reservatórios e também a estrutura da rede hospitalar municipal. Não são apenas os incêndios florestais que preocupam, mas todos esses fatores são fundamentais para garantir a segurança da população”, disse.
Durante a capacitação, especialistas também apresentaram um panorama climático para os próximos meses, com alertas para o aumento do risco de estiagem prolongada, incêndios florestais e crises hídricas em diferentes regiões do estado.
A meta da Defesa Civil e da Associação Mato-grossense dos Municípios é que todas as cidades mato-grossenses contem com coordenadorias estruturadas, ampliando a capacidade de prevenção, resposta rápida e proteção da população diante dos efeitos das mudanças climáticas.
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