Morte em racha aconteceu depois de 1,5 km de trajeto, suspeita investigação policial

Mulher de 26 anos que morreu havia pego carona, segundo o namorado dela, que sobreviveu à tragédia na Avenida Júlio de Castilho

A Polícia Civil está tentando refazer o caminho percorrido pelo veículo em que estavam 7 pessoas, antes do acidente que matou uma delas na madrugada de sábado (16), em Campo Grande, quando houve uma colisão com um poste de energia na avenida Júlio de Castilho, no Jardim Panamá.

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Carro onde estavam as sete pessoas após bater em poste de avenida. (Foto: Osvaldo Nóbrega)

O trecho chega perto de 1,5 km segundo as apurações já feitas pela polícia. O objetivo ao refazer o trajeto é entender a dinâmica do acidente e também recolher vídeos que possam ajudar na condução do inquérito. Todo esse material será submetido à perícia técnica.

Responsável pelo inquérito, a delegada Marília de Brito afirmou ao Primeira Página que as informações obtidas até agora indicam que realmente estava sendo disputado um racha, entre o Ka acidentado e um outro veículo. Uma testemunha indicou que seria um Gol, de modelo mais antigo, com a traseira quadrada.

O “pega”, sustentam os levantamentos feitos até agora, teria partido do trecho inicial da Júlio de Castilho, no cruzamento com a Avenida Noroeste, na região Central da cidade. A batida do Ka no poste foi no cruzamento com a rua Antônio Ferreira Damião, no Jardim Panamá.

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Roberta Coelho, vítima que morreu em acidente na Julio de Castilho. (Foto: redes sociais)

Carona fatal

Depois dessa esquina, o Ka se desgovernou, bateu em um poste e ficou na calçada, destruído. Uma jovem de 26 anos, Roberta da Costa Coelho, morreu na hora. O namorado dela, Jheyson Viturino Martins, de 19 anos, gritava muito, desesperado com o que estava vendo, de acordo com os relatos feitos. Ele prestou depoimento à Polícia Civil e disse que não conhecia o homem que estava na direção do veículo.

Afirmou que o grupo se encontrou num bar na Rua Antônio Maria Coelho, e o motorista ofereceu carona. No meio do caminho, começou a corrida irregular. Para acessar a Júlio de Castilho, o caminho natural é a Avenida Noroeste, o que torna verossímel a suspeita levantada até agora de onde começou o racha.

Sob escolta policial, pois está com prisão preventiva decretada, o motorista segue internado.

A defesa dele pediu liberdade provisória, até em razão do estado de saúde, que é grave, mas a Justiça negou.

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