Motorista de app é investigado por invadir casa e atacar passageira

Vítima conseguiu escapar e correu para pedir ajuda na rua. O suspeito ainda não foi encontrado pela polícia.

A Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) investiga mais uma denúncia contra motoristas de aplicativo em Campo Grande. Desta vez, uma passageira procurou a polícia e relatou que teve a casa invadida pelo homem, que ainda tentou colocou a mão dela nos órgãos sexuais dele antes de fugir para não ser preso.

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Vítima foi atacada em casa, após o fim da corrida. (Foto: Tânia Rego – Agência Brasil)

O caso foi registrado na delegacia especializada na tarde dessa quinta-feira, dia 14 de julho. No depoimento, contou que depois de passar a tarde com familiares, chamou um motorista por aplicativo para voltar para casa.

No caminho, o motorista começou a conversar com a vítima e tocou em assuntos sexuais. O suspeito chegou a convidar a mulher para sentar no banco da frente, mas ela negou e terminou a viagem no banco de trás.

Quando chegaram ao endereço da vítima, o motorista pediu um copo de água para a passageira, que entrou em casa para buscar. Ela ainda servia a água quando foi surpreendida pelo motorista dentro da residência. Segundo o relato, ele já estava com as calças abertas e o pênis para fora da cueca quando se aproximou.

Antes que a mulher conseguisse reagir, ele a puxou pelo braço, pegou a mão dela e a forçou a pegar em seu órgão sexual. A mulher reagiu e conseguiu de desvincilhar do motorista. Correu para a rua avisando que pediria ajuda e nesse tempo, o suspeito aproveitou para entrar no carro e fugir do local.

Com ajuda da família, a mulher conseguiu o primeiro nome, o modelo e a placa do carro, e entregou as informações para a polícia. Para o Primeira Página, a polícia afirmou que o caso já é apurado pela delegacia especializada, mas até o momento o autor não foi ouvido.

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Denúncias e prisão

Em junho deste ano, o motorista de aplicativo Adriano da Silva Vieira, de 38 anos, foi preso por atacar três passageiras durante corridas em Campo Grande. O suspeito confessou os crimes e afirmou ter agido sob efeito de pasta base em um “momento de fraqueza”.]

Na época da prisão, a delegada Ana Luiza Noriler Carneiro, responsável pela apuração dos crimes,
explicou durante uma coletiva de imprensa como o homem agiar.

“Ele recebia a chamada da passageira, verificava que era mulher, no próprio chat do aplicativo ele travava algum tipo de conversa com essa vítima e principalmente indagava se elas estava, sozinha. Assim que ele chegava ao local, ele cancelava a corrida. Esse motorista sempre usava de alguma justificativa: olha eu preciso passar no posto de combustível, você tem alguma objeção? As passageiras geralmente falavam que não e então ele se deslocava a locais ermos”.

Eram nesses locais, com pouca movimentação de pessoas, que ele trava as portas e passava para o banco de trás e se masturbava na frente das vítimas. Ele também mandavam que as passageiras tocassem nele.

Depois que o homem foi detido, duas das vítimas o reconheceram imediatamente, a terceira não conseguiu. Ela explicou que estava muito nervosa no momento em que foi atacada e por isso não conseguiu observar as características do suspeito. Ele foi indiciado por três tentativas de estupro.

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