MS identifica arquiteto chinês morto em queda de avião com apoio do FBI

Impressões digitais do arquiteto foram confrontadas com dados fornecidos pela Polícia Federal Americana

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul contou com o apoio do FBI (Federal Bureau of Investigation), a Polícia Federal americana, no processo de identificação do arquiteto chinês Kongjian Yu, que morreu após a queda de uma aeronave na noite de terça-feira (23), na Fazenda Barra Mansa, no Pantanal de Aquidauana.

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Kongjian Yu. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Conforme a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o trabalho foi oficialmente concluído nesta terça-feira (30). Anteriormente, já haviam sido identificados e liberados os corpos do das outras vítimas da tragédia: o piloto Marcelo Pereira de Barros, do cineasta Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e do produtor e diretor Rubens Crispim Júnior.

O arquiteto chinês Kongjian Yu foi oficialmente identificado por meio de exame pericial necropapiloscópico. As impressões digitais da vítima foram coletadas nesta segunda-feira (29) e confrontadas com dados constantes no passaporte do arquiteto, arquivados no sistema do FBI (Federal Bureau of Investigation), dos Estados Unidos.

Conforme a Sejusp, por meio do envio das impressões digitais padrão do arquiteto chinês, foi possível a conclusão segura do procedimento pericial.

“A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul agradece o apoio da Seção Consular da Embaixada da China no Brasil, do Federal Bureau of Investigation (FBI), dos Estados Unidos da América, e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, reforçando seu compromisso com a celeridade, a cooperação interinstitucional e a precisão nos trabalhos periciais.”

Sejusp.

Com a identificação concluída, o corpo do arquiteto será liberado para que a família dê seguimento aos procedimentos para o velório.

A queda e a investigação

De acordo com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil, a aeronave caiu no momento do pouso na Fazenda Barra Mansa, no início da noite de terça-feira, por volta das 18h30. Kongjian Yu, que era referência mundial no conceito de “cidades esponja”, estava no Pantanal para a gravação de um documentário.

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já iniciou a apuração das causas da queda. O avião, fabricado em 1958, não possui caixa-preta, o que deve dificultar parte da investigação.

A Polícia Civil também apura as circunstâncias do voo, já que a aeronave não tinha autorização para realizar táxi aéreo, tampouco poderia voar no período noturno. Os destroços foram recolhidos na manhã desta sexta-feira e levados para a sede da fazenda onde ocorreu o acidente.

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