Pais mudam versão e negam que criança foi feita de escudo em bar de MT
Os pais de Ágata e o alvo dos atiradores que invadiram o bar, Emerson José, foram ouvidos durante uma audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (22).
Os pais de que Ágata Tauane da Silva Soares, de 3 anos, mudaram de versão e negaram à polícia que a criança foi feita de escudo durante uma tentativa de assassinato em um bar de Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá, após criminosos “errarem” os tiros contra Emerson José Santos Silva, de 33 anos.

Os pais de Ágata e o alvo dos atiradores, Emerson José, que foi preso na noite de segunda-feira (20), foram ouvidos durante uma audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (22).
A juíza Cristhiane Trombini Puia Baggio, que conduziu a audiência, manteve a prisão de Emerson após ele ter afirmado que a motivação da tentativa de assassinato foi uma dívida de drogas e a mudança dele de uma facção criminosa. Ele ainda resistiu à prisão com socos e chutes contra os policiais militares.
A dona de casa Marciana da Silva, mãe de Ágata, havia afirmado à reportagem que conhecia Emerson e que ele havia feito a criança de escudo no momento dos tiros.
“Conheço ele, a mãe dele mora na rua de cima. Ele a fez de escudo, jogou ela na frente. Depois, ele soltou ela e ‘vazou’. Ela ainda falou: ‘Mãe, não me deixa morrer’. Mas, já era tarde”, disse a mulher à época.
Porém, ao serem ouvidos durante a audiência, os pais da criança mudaram essa versão e afirmaram que, na verdade, Ágata não foi usada como escudo. A afirmação livrou Emerson da acusação pelo crime de homicídio.
A criança estava na companhia dos pais no local e, após ser atingida pelos tiros, foi levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade, mas não resistiu.

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Prisão mantida
Durante a prisão, Emerson relatou aos policiais os nomes dos dois suspeitos que atiraram contra ele e que a motivação teria sido uma dívida de drogas e a mudança de facção criminosa.
O suspeito informou também o local onde um dos atiradores estaria morando. Lá, os policiais encontraram uma identidade e o documento do carro, um Fiat Mobi, usado na ação.
Após ter prestado depoimento, ele teve a prisão mantida pela juíza Cristhiane Trombini e deve responder pelos crimes de associação criminosa e resistência à prisão
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