Mulher furta tênis de R$ 89 e deixa sapato velho no lugar

Perseguida e presa, mulher passou por audiência de custódia e vai responder em liberdade por furto, resistência e desacato

Uma mulher de 39 anos foi solta em Campo Grande nesta segunda-feira (17) e vai responder em liberdade ao inquérito por crime cometido em situação no mínimo curiosa, no dia 15, no comércio central de Campo Grande.

Movimento na 14 de Julho
Movimento na Rua 14 de Julho, principal rua do comércio central de Campo Grande (Foto: Edemir Rodrigues)

O relato policial informa o furto de um par de tênis avaliado em R$ 89,00 de uma loja na 14 de Julho, a principal rua varejista na área central da cidade. Para tentar escapar com o produto do crime, ela simplesmente deixou o sapato usado na caixa e calçou os tênis novos.

Já era conhecida na loja, segundo o boletim de ocorrência e por isso foi perseguida pelas funcionárias. Equipe de policiais militares que passava na rua foi acionada e ao abordar a mulher, ela alegou ter ganho o tênis novo da filha.

Diante das testemunhas, acabou detida e colocada na viatura da PM (Polícia Militar). De acordoc om o registro, ficou agressiva, além de xingar os policiais.

Levada para a Polícia Civil, foi autuada em flagrante por furto, resistência e desacato.

Passou por audiência de custódia nesta segunda-feira, quando a juíza de plantão, Eucélia Moreira Cassal, homologou o flagrante e concedeu à presa o direito de responder em liberdade.

“Não há indícios de que a colocação do custodiado em liberdade poderá prejudicar o andamento da instrução criminal ou a aplicação da lei penal futura. POSTO ISSO, preenchidos os requisitos legais, HOMOLOGO o auto de prisão em flagrante delito e concedo a LIBERDADE PROVISÓRIA de————-, nos termos do artigo 310, III, do CPP, devendo manter seu endereço atualizado nos autos e comparecer a todos os atos do processo para os quais for chamada.”

Decisão judicial

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Ao responder o questionário aplicado a toda pessoa submetida à audiência de custódia em Campo Grande, a mulher disse ser usuária de pasta-base de cocaína há duas décadas. Alegou, ainda, ter sido agredida pelos policiais.

Na decisão livrando a mulher da cadeia, a juíza orienta a suspeita a procurar o Caps (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), na Vila Rosa Pires, e também o Cras (Centro de Referência e Assistência Social) mais próximo de sua moradia, no Jardim Noroeste.