Mulheres são presas suspeitas de estelionato e lavagem de dinheiro em Cuiabá
Investigação começou após vítima perder R$ 76 mil; suspeitas respondem por estelionato e lavagem de dinheiro.
Quatro mulheres foram presas na manhã desta sexta-feira (27), em Cuiabá, durante a Operação Quimera. O grupo é investigado por estelionato e lavagem de dinheiro e, de acordo com a polícia, utilizava um salão de beleza como base para aplicar golpes online.
A ação foi realizada pela Polícia Civil, em apoio à Polícia Civil do Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, expedidos com base em investigações conduzidas pela 38ª Delegacia, da Polícia Civil do Distrito Federal.

Golpe do intermediário
Segundo as investigações, o grupo atuava no chamado “golpe do intermediário”, modalidade criminosa comum em plataformas de compra e venda online. Nesse tipo de fraude, o criminoso se coloca entre o verdadeiro vendedor e o comprador, altera as informações da negociação e direciona o pagamento para contas ligadas ao esquema.
O caso que deu origem à apuração ocorreu no Distrito Federal, onde uma vítima perdeu mais de R$ 76 mil ao tentar comprar uma Mercedes-Benz anunciada na internet. A negociação foi conduzida por uma das suspeitas, que utilizava nome falso para intermediar a venda de um veículo que, na realidade, pertencia a outra pessoa sem qualquer relação com o crime.
De acordo com a Polícia Civil, após induzir a vítima ao erro, a investigada orientou que o valor fosse transferido para a conta de uma integrante do grupo, consumando o prejuízo.
Salão era base operacional
As apurações identificaram que os acessos utilizados nas fraudes partiam de um salão de beleza em Cuiabá, apontado como base operacional do grupo.
Entre as investigadas está a proprietária do estabelecimento, que mantinha 56 chaves Pix cadastradas, sendo 39 aleatórias, além de possuir antecedentes por estelionato.
Uma das suspeitas tinha 22 chaves Pix cadastradas e já possuía antecedente por estelionato no estado de Sergipe. Outra movimentou mais de R$ 240 mil em pouco tempo, valor que levantou suspeita de lavagem de dinheiro ligada a diversos golpes.
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