"Não dê": petisco suspeito de matar cadelinha passará por perícia
Segundo a Decon, tutores que tiverem o produto em casa podem trocar por outro
O petisco ingerido por uma cadelinha de cinco anos, da raça Spitz Alemão, que morreu na última segunda-feira (6), em Campo Grande, já foi encaminhado para a perícia.
Dessa forma, será possível saber se ele realmente possuía a mesma substância tóxica presente nos casos de intoxicação ocorridos em Minas Gerais e São Paulo.

“Primeiro caso em MS, porém, dezenas de casos em outros estados, principalmente Minas Gerais. Nós coletamos todo o material, encaminhados para perícia para verificar se essa substância tóxica que causou os envenenamentos em outros estados também se faz presente nesse material apreendido em nosso estado”, afirma o delegado da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), Reginal Salomão.
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A delegacia, junto com a Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), investigará o caso da cadelinha de Campo Grande.

“Segundo a tutora, o animal, logo após ingerir [o petisco] já ficou quieto, como se estivesse desanimado, sonolento. No dia seguinte passou a ter vômito, e em seguida evoluiu para óbito”, detalha Salomão.
“Tanto a Decat, quanto aqui, a Decon, estamos apurando a parte de expor a venda de alimentos impróprios para consumo. (…) o importante é que na maioria dos estados a empresa já recolheu os petiscos, da Dental Care. Caso tenha em casa, não ofereça, não dê. Se não tiver usado, procure a empresa pra uma troca [do produto]”, finaliza.
Cadelinha intoxicada
Conforme a tutora da Spitz, que morreu no dia 6 de setembro, em Campo Grande, o petisco oferecido à cadelinha era da Dental Care Bassar Pet Food, da Bassar.
Segundo consta no registro policial, a cadelinha de 4,5 kg o comeu na tarde do dia 29 de julho. Antes de comer, apresentava “excelente estado de saúde”.

Após algumas horas, já no início da noite, Chloe se encontrou “prostrada e ficou o tempo todo inerte”. No dia seguinte, logo cedo, a cadelinha “vomitou várias vezes”, apresentou estabilidade. Porém, no domingo (31), piorou.
Falência Renal e parada cardiorrespiratória
Na segunda (1º), o animalzinho foi levado para uma clínica veterinária. De lá, foi encaminhado para um laboratório, onde ficou internado.
No dia 5 de setembro, quatro dias depois, Chloe faleceu. O relatório do resumo de internação consta falência renal e parada cardiorrespiratória.

O caso foi registrado na Decat e constitui “Crime contra relação de consumo, quem vender, ter em depósito para vender, ou expor a venda, ou de qualquer forma, entregar matéria-prima, ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo”.
Além de “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos, ou domesticados, nativos, ou exóticos, se ocorre morte do animal”.