'Não vou desistir', afirma personal após ex-marido agressor ter pena reduzida
Antes acusado de estupro, ele passa a respondendo somente por lesão corporal e violência psicológica, saindo de uma pena de 15 anos para 1 ano e 9 meses.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Quarta Câmara Criminal, acatou, por unanimidade, o pedido da defesa do policial civil Sanderson Ferreira de Castro Souza para redução de pena. Ele está preso por lesão corporal, estupro e violência psicológica contra ex-mulher Débora Sander. Por meio das redes sociais, a personal trainer se manifestou sobre a decisão.
Ao Primeira Página, a defesa de Sanderson Ferreira afirmou que o condenado não responde mais por estupro após a acusação não ser provada. Com isso, ele continua respondendo por lesão corporal e violência psicológica, saindo de uma pena de 15 anos para 1 ano e 9 meses.
No post em uma rede social, a personal trainer expôs, inclusive os nomes dos desembargadores que teriam votado a favor da redução da pena do policial.
“São três desembargadores homens, três homens deferiram a favor dele e ele vai ser solto. Então, não há indícios, não há provas para que mantenha ele preso. As provas que eles precisam é um corpo dentro de um saco preto. Então, esses três que eu vou marcar aqui, são os três desembargadores que estão soltando o agressor”, afirmou.
Ela afirmou ainda que irá começar uma nova briga junto à opinião pública. “Eu não vou desistir, vou até o final e se possível colocar ele dentro da cadeia novamente, porque ele vai sair, e sem tornozeleira. Agora eu vou expor tudo que tá em segredo de justiça”, declarou.
O Primeira Pagina tentou contato com a defesa da personal trainer, e a advogada Karime Dogan, afirmou que está analisando o acórdão com a profundidade necessária para compreender integralmente seus fundamentos e, a partir disso, definir os próximos passos jurídicos cabíveis, inclusive quanto à eventual interposição de recurso.
“Débora exerceu um direito fundamental ao recorrer ao sistema de justiça e permitir que os fatos fossem apurados dentro dos canais legais. Essa postura evidencia cidadania, confiança nas instituições e compreensão de que conflitos graves devem ser enfrentados com seriedade e dentro da legalidade”.
“Em relação às manifestações pessoais da Débora em suas redes sociais, trata-se de um espaço de expressão individual. Ainda assim, toda comunicação tem sido conduzida com responsabilidade e cautela, especialmente diante da sensibilidade do caso. A orientação jurídica é para que qualquer posicionamento público preserve a dignidade das partes e o respeito às decisões judiciais. Assim que concluirmos a análise técnica da decisão, poderemos nos manifestar de forma mais detalhada”, afirmou em nota.
O caso

O investigador da Polícia Civil, Sanderson Ferreira, foi preso no dia 1° de setembro de 2024, durante investigação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá.
À época, Débora contou que estava se relacionando com o investigador havia dois anos e que o relacionamento tinha violência psicológica. A situação piorou e ela começou a ser agredida fisicamente, em agosto de 2024. Além das agressões contra ela, o policial teria feito ameaças ao filho dela.
Com medo, a vítima disse ainda que, quando tentou denunciar pela primeira vez, o ex teria dito que “polícia ajuda polícia” e que a denúncia dela não o afetaria. Por isso, ela se sentiu coagida pelos outros policiais que tentavam convencê-la a não realizar a denúncia e voltar para casa “para acobertar o acontecimento”.
Débora obteve medida protetiva de urgência contra Sanderson, que está afastado desde 11 de setembro, dias após a prisão, conforme ato publicado no Diário Oficial.
Em julho de 2025, ele foi condenado a 15 anos de prisão por violência doméstica pela agressão da ex-mulher.
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