O que fazer ao ser picado por um escorpião? Veja orientações e riscos

Encontros e acidentes com se tornam mais frequentes durante os períodos de chuva

Encontros e acidentes com escorpiões se tornam mais frequentes durante os períodos de chuva. A picada desse aracnídeo pode causar sérios problemas de saúde, o que ainda gera dúvidas sobre como agir em situações de risco.

Escorpião-amarelo (Tityus serrulatus)
Escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) (Foto: Reprodução/ Instituto Butantan)

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Em Mato Grosso do Sul, os acidentes com escorpiões estão em alta. Dados da Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica do Estado indicam que, de janeiro a novembro de 2025, foram registrados 5.551 casos, um aumento de 14% em comparação com todo o ano de 2024, quando foram contabilizadas 4.838 ocorrências.

Na maioria dos casos, a picada em adultos provoca dor intensa, semelhante a uma ferroada de abelha, sem risco de morte.

No entanto, crianças, idosos e pessoas alérgicas formam o grupo mais vulnerável às complicações causadas pelo veneno.

A dor é imediata na maioria dos casos, acompanhada de formigamento, vermelhidão e suor no local da picada. Em situações mais graves, principalmente envolvendo crianças, podem surgir outros sintomas após alguns minutos ou horas, como tremores, náuseas, vômitos, agitação incomum, salivação excessiva e hipertensão.

Todos os escorpiões são venenosos, e o risco do acidente está relacionado tanto à quantidade de veneno inoculada quanto à toxicidade da espécie envolvida.

O que fazer ao ser picado?

Especialistas recomendam que toda vítima de picada de escorpião procure atendimento médico imediato, mesmo que os sintomas aparentem ser leves.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande) orienta que, em caso de avistamento do animal, o morador acione o Serviço de Controle de Roedores, Animais Peçonhentos e Sinantrópicos (SCRAPS/GCZ) para realizar vistoria técnica no local.

Em caso de acidente, a recomendação é lavar o local da picada com água e sabão e procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Se possível, é importante levar o escorpião, vivo ou morto, ou uma foto do animal para auxiliar na identificação da espécie.

Segundo dados da saúde pública, cerca de 87% dos casos são considerados leves e não exigem a aplicação do antiveneno. Por esse motivo, o soro antiescorpiônico é disponibilizado apenas nos hospitais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS).

(Confira a lista de hospitais com soro antiescorpiônico em Mato Grosso do Sul)

Para acidentes causados pelo escorpião-amarelo, não é recomendado o uso de gelo ou compressas frias, pois podem intensificar a dor, assim como pomadas ou medicamentos caseiros. O que pode ajudar no alívio da dor, enquanto a vítima busca atendimento médico, é a compressa de água morna.

De acordo com a Sesau, a prevenção passa por um conjunto de ações simples, mas eficazes. A população deve manter quintais e áreas externas sempre limpos, evitando o acúmulo de entulhos, folhas, lixo e materiais de construção, que servem de abrigo e alimento para escorpiões.

Dentro das residências, recomenda-se vedar ralos, frestas e tubulações, manter móveis afastados das paredes e evitar o acúmulo de objetos no chão.

Prevenção

  • Instale soleiras em portas e janelas e telas em ralos de chão, pias e tanques;
  • Vede frestas e buracos em paredes e assoalhos;
  • Acondicione o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados, evitando a proliferação de baratas;
  • Mantenha jardins e quintais limpos, sem entulhos, folhas secas ou materiais de construção;
  • Use calçados fechados e luvas de couro durante a limpeza de quintais e jardins;
  • Sacuda roupas e examine sapatos antes de usá-los;
  • Afaste camas e berços das paredes e evite que roupas de cama encostem no chão;
  • Preserve os inimigos naturais dos escorpiões, como corujas, lagartos, sapos, galinhas, gansos, macacos e quatis.

Questionada sobre as ações para reduzir a população de escorpiões em Campo Grande, a prefeitura informou que o Ministério da Saúde não recomenda o uso de inseticidas, pois esses produtos podem desalojar os animais e aumentar o risco de acidentes.

“A principal medida de controle é a eliminação de locais e condições favoráveis à presença desses animais”, reforçou o município.

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